A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 15/10/2019

No período dos Governos Democráticos Brasileiros, o presidente Juscelino Kubitschek criou um projeto que visava desenvolver o país, o Plano de Metas. Contudo, o projeto investiu de forma grotesca na malha rodoviária, isolando os demais modais. Hodiernamente, a decisão do arcaico período trazem inúmeras consequências contemplando a mobilidade urbana no país, principalmente nos locais de maior concentração. Logo, a flexibilidade dos indivíduos diariamente reflete a desigualdade social e a falta de infraestrutura.

A princípio, é importante ressaltar a classe mais prejudicada com a locomoção no território: a camada carente. Segundo o sociólogo Karl Marx, a luta de classes é o motor da história humana. Apesar da deficiência no deslocamento afetar toda a população, a classe pobre é a mais atingida. Decerto, com a enxuta opção de se transportar para realizar suas atividades cotidianas, o indivíduo necessita utilizar o sistema rodoviário. Embora sendo o modal ideal, o país não oferece infraestrutura suficiente, trazendo problemas com a superlotação, causada pela estreita quantidade de coletivos circulando. Logo, a população desfavorecida se torna refém do precário sistema de transporte público, enfrentando desafios como roubos e desconfortos.

Outrossim, dentre os empecilhos afrontados por toda a nação, os congestionamentos ganham destaque. Apesar de que uso de automóveis tenha facilitado a mutação local, a vasta quantia de veículos circulando leva a paralisação do trânsito. Decerto, o conflito gerado é enfrentado principalmente nas metrópoles, onde se encontra a maior concentração populacional, Assim, o obstáculo enfrentado diariamente pela imobilidade causa problemas horários e emocionais nos envolvidos.

Portanto, consoante ao filósofo racionalista René Descartes: “Não existem métodos fáceis para problemas difíceis”. Tornando, assim, evidente que intervenções bruscas são necessárias diante as contrariedades enfrentadas pela sociedade brasileira em se locomover. Logo, cabe ao Ministério do Transporte incentivar o uso do transporte público, porém, antes viabilizar a quantidade e a qualidade, por meio de leis que limite a malha de carros rodando diariamente e a ampliação da parcela de ônibus para a socidade. Para que, assim, os brasileiros, em geral, consigam se mobilizar com facilidade e de modo adequado, sem distinção ou problemas envolvendo sua vitalidade e agenda, alcançando, deste modo, o desenvolvimento idealizado pelo antigo presidente democrático.