A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 14/10/2019

Desde 1950, a população mundial cresceu extraordinariamente, em virtude dos avanços tecnológicos ocasionados pelas Revoluções Industriais. Entretanto, é perceptível que o setor de transporte brasileiro não se adaptou a esse crescimento populacional acelerado, devido à falta de infraestrutura  e diversidade dos modais de locomoção urbana. Assim, analisar as consequências desse impasse é medida que se impõe na atualidade.

Precipuamente, é incontrovertível que a mobilidade de pessoas está cada dia mais difícil. Segundo o poeta Jack Bossmans, “a globalização encurtou as distâncias físicas”, no entanto, esse benefício do mundo globalizado é plenamente dificultado pela escassez de manutenção do trânsito brasileiro. Prova disso é que 87% das avenidas do país não são pavimentadas e encontram-se em estado deplorável, de acordo com o Departamento de Infraestrutura e Transporte. Por isso, a notória desordem e o despreparo governamental são fatores que impossibilitam o tráfego agradável e rápido de pessoas, e devem extinguir-se do território nacional.

Ademais, é lamentável que uma nação tão extensa não possua veículos transitórios diversificados. O modal rodoviário, desde o governo de Juscelino K., na década de 60, é o mais utilizado no Brasil e, mesmo assim, apresenta uma ampla lista de problemas, como congestionamentos, excesso de máquinas locomotivas e acidentes. Para exemplificar, um estudo realizado pelo Departamento Nacional de Trânsito, Denatran, indica que há 1 carro para cada 4 habitantes no país, o que evidencia o viés da saturação de veículos nas rodovias e a necessidade de outros meios de transportes no Brasil.

Dado o exposto, portanto, urge que o imbróglio seja erradicado da sociedade. Primeiramente, convém que o Governo melhore as condições do trânsito brasileiro, a partir de obras e reformas nas estradas inadequadas para o uso, com o fito de facilitar o tráfego humano e acelerar o desenvolvimento nacional. Além disso, é indispensável que o Estado busque diversificar os sistemas locomotivos, mediante criação e execução de ferrovias, metrôs e veículos aquáticos nas grandes cidades, com a finalidade de diminuir a concentração de pessoas na malha rodoviária . Dessa maneira, possibilitar-se-á que a mobilidade dos cidadãos não seja um empecilho no Brasil.