A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 14/10/2019
Durante o governo de Juscelino Kubitschek, empresas automobilísticas, incentivadas pelo plano de metas de JK, passaram a ter condições de desenvolver tecnologias estrangeiras no Brasil. Desde então, a frota de veículos do país tem aumentado. Contudo, os municípios não se prepararam para receber essa grande quantidade de veículos e sequer tem ofertado opções alternativas de qualidade aos cidadãos; dessa forma, o caos tem se instalado no trânsito das cidades. Nessa perspectiva, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Segundo uma reportagem publicada no site Correio, na cidade de Campinas, em horários de pico, o trânsito trava e faz com que as pessoas gastem o sêxtuplo do tempo que, normalmente, gastariam para se locomover. Isso se deve a falta de planejamento urbano em relação ao transporte, o que tem prejudicado toda a logística de quem precisa trabalhar, estudar ou até mesmo ter momentos de lazer.
Faz-se mister, ainda, salientar a péssima qualidade do transporte público como agravador desse problema. Isso contraria o conceito de bem comum definido pelo filósofo Aristóteles, já que a partir dele o transporte público deveria ser prioridade, tendo em vista de que pode contemplar a todos. Ademais, de acordo com a revista exame, mais de 80% das pessoas, provavelmente, usariam o transporte público se ele apresentasse boas condições, o que não tem acontecido.
Diante do exposto, é necessário que as prefeituras destinem uma maior parte dos seus recursos as secretarias municipais de infraestrutura e transporte, a fim de que estas ofertem para a população um transporte público de qualidade e também possam adaptar as ruas e avenidas para a quantidade e variedade dos veículos que transitam. Dessa forma, os cidadãos serão atraídos pelos meios de locomoção públicos, diminuindo, assim, a frota de carros no trânsito e permitindo um melhor escoamento do mesmo.