A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 15/10/2019
Veículos em massa
O Fordismo, implantado por Henry Ford em 1914, permitiu a próspera produção em massa de automóveis. No Brasil, esse modelo foi adotado por grandes empresas e contribuiu para a valorização do carro que, somado à precários investimentos em transporte público, culminou em um problema para a mobilidade urbana.
Primordialmente, é importante ressaltar que, durante o governo de Juscelino Kubitschek, houve a supervalorização de automóveis, criando a cultura onde carros são sinônimos de status social. Destarte, tal pensamento gera um fluxo cada vez maior de veículos, corroborando para os congestionamentos frequentes, como ocorre nas ruas de Campinas, onde um trecho que levaria cinco minutos é feito em meia hora devido aos engarrafamentos.
Outrossim, a precariedade dos transportes públicos auxilia para que muitas pessoas desejem ter um carro. De acordo com uma pesquisa realizada pelo IBOPE, a lotação nos ônibus da cidade de São Paulo aumentou para 59% em 2019. Isso demonstra a falta de políticas públicas dedicadas aos meios de transporte coletivos para atender toda população de forma adequada.
Portanto, é papel do Estado tomar medidas para superar o quadro atual. A fim de incentivar as pessoas à usarem o transporte urbano, cabe à Secretaria de Transporte de cada município o papel da revitalização dos meios de locomoção públicos, por meio de investimentos financeiros para o aumento do número de frotas de ônibus e linhas de metrô. Assim, o meio coletivo será preferível e a supervalorização do carro influenciada por Kubitschek deixará de existir, melhorando a mobilidade urbana.