A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 14/10/2019

Após a vitória capitalista, durante a Guerra Fria, o mundo sofreu e ainda vem sofrendo diversas mudanças, entre elas, o crescimento do consumismo, prática essa que tem como um de seus principais símbolos, o automóvel particular. Desde então, o número de veículos nas cidades vêm crescendo de forma exponencial, entretanto, o mal planejamento da mobilidade nas cidades brasileira vem acarretando em problemas, principalmente, econômicos e ambientais.

Em uma primeira análise, cabe debater quais são as causas principais que resultam nessa crise da mobilidade. Não há como negar que a estrutura do transporte público brasileiro é, em sua maior parte, precária, fato esse que foi bem evidenciado durante os protestos de 2013, em que os manifestantes foram as ruas para lutar contra o aumento das tarifas e a má administração dos transportes públicos. Logo, devido essa baixa qualidade, as pessoas acabam optando pelo veículo particular, sem contar que a maioria das cidades brasileiras priorizam o carro, ao invés de outros modais, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada.

Sendo assim, vale destacar agora as principais consequências dessa crise. O problema da mobilidade urbana afeta, direta e indiretamente, diversos setores, dentre eles, a economia, já que 58% do transporte de cargas e passageiros no Brasil é feito por rodovias, afirma matéria do G1, com isso é notório que o congestionamentos prejudicam não só o tempo de entrega, como também o meio ambiente, tendo em vista que quase toda a frota é composta por veículos com motores de combustão, sendo esse responsável por liberar altas quantidades de poluentes.

Portanto, é irrefutável a necessidade de melhorar a qualidade e acessibilidade do transporte público, pois assim a frota de veículos será drasticamente reduzida, diminuindo os congestionamentos, prejuízos econômicos e ambientais, essa ação deve ser realizada pelos governos Estaduais, Municipais e Federais, por meio dos subsídios destinados ao transporte público e pela parceria com empresas do setor automotivo.