A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 14/10/2019
O plano de metas do presidente Juscelino Kubistschek que visava a superação do subdesenvolvimento brasileiro, por meio do plano econômico que ficou conhecido como: ‘‘50 anos em 5’’, investiu, pesadamente, no rodoviarismo como principal meio de deslocamento com a construção de grandes rodovias. Entretanto, nos dias atuais, esse sistema de transporte se mostra ultrapassado, com à falta de transportes em massa e os crescentes engarrafamentos, a mobilidade urbana no Brasil vem numa crescente crise. Com isso, evidencia-se a necessidade de medidas para resolver o problema.
Em primeiro lugar, é notório que o Brasil é um país de tamanho continental com mais de três milhões de metros quadrados de território. Além disso, possui a maior parte da sua população aglomerada no litoral, bem como possui muitos grandes rios em seu interior. Nesse cenário, que favorece os modais aquáticos, o rodoviarismo é completamente desfavorável para a locomoção no país, pois além de ser o mais lento entre os meios de transporte (aéreo, aquático e terrestre), À sua manutenção é custosa para o Estado com mais de 5 bilhões gastos por ano, segundo o Banco Mundial Internacional. Assim, nota-se que houve um equivoco na escolha do principal meio de transporte no país.
Em segundo lugar, ressalta-se que mais da metade da população brasileira se concentra em 6% das cidades, segundo o IBGE. Cidades como São Paulo, por exemplo, chegam a ter mais de duzentos quilômetros em engarrafamentos por dia, com efeito no aumento da duração do movimento pendular das pessoas. Diante disso, os meios de transporte interferem diretamente na qualidade de vida das pessoas, já que um menor tempo de deslocamento sobra mais tempo para outras atividades. Em contraste com a redução de distâncias que é pregada no sistema capitalista, porém não deve ser empregado apenas em escala global, mas também no dia a dia urbano. Para isso, melhorias são necessárias.
Portanto, é imprescindível que o Estado tome medidas para diminuir a crise na mobilidade urbana. Para isso, o Poder Executivo deve investir, por meio de verbas governamentais, na construção de portos, e na recuperação de rios para que estes se tornem navegáveis. Com o objetivo de substituir o rodoviarismo como modal mais utilizado pelo meio aquático, a criação de novos terminais, e a ampliação dos que já existem vai desafogar um pouco o transporte de cargas. Além disso, a circulação de barcas nos rios vai agilizar o transporte de massar, e diminuir o tempo de deslocamento diário. Em suma, com essas ações poder-se-ia renovar a mobilidade urbana no Brasil.