A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 14/10/2019
Desde o surgimento do Iluminismo na França, entende-se que uma sociedade só progride quando um indivíduo se mobiliza com o problema de outrem. Entretanto, a questão da crescente crise de mobilidade urbana no Brasil evidencia que este ideal iluminista é, somente, idealizado e, sendo assim, não ocorre na prática. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada
Em uma primeira perspectiva, existe uma questão histórica que beneficia os problemas relacionados ao transporte no Território Nacional. Por exemplo, os incentivos do governo de Getúlio Vargas para a criação de autoestradas e a facilitação da obtenção de carros e caminhões para promover a evolução industrial no Brasil. Ao passar das décadas, esta forte dependência do transporte sobre rodas fez com que haja atualmente um enorme fluxo de veículos que se movem pelas metrópoles.
Além disso, existem outras alternativas para a mobilidade urbana que não são estudadas adequadamente pelo Estado. De acordo com Kant, “Todo o conhecimento humano começou com intuições, passou daí aos conceitos e terminou com ideias”. Em suma, há empresas públicas e privadas que promovem projetos de mobilidade urbana mais eficientes que os atuais como a Yellow, Uber e outras e que devem ser universalizados para resolver a atual problemática.
Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. Os poderes executivos de cada cidade, unidos com o Ministério do Transporte, devem promover vias exclusivas para os ônibus nas capitais por meio de investimentos oriundos dos impostos para que a mobilidade se torne mais eficiente e menos dependente dos automóveis privados. Também, a Petrobras deve desenvolver biocombustíveis que poluam menos a atmosfera. Assim, seremos um país mais eficiente e ecológico que usa menos tempo com transporte e mais tempo com a evolução.