A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 13/10/2019
A Constituição brasileira garante, para todos os cidadãos, o direito de ir e vir. No entanto, nota-se uma crescente crise da mobilidade urbana brasileira que impede a efetivação desse direito. Tal crise é impulsionada pela falta de infraestrutura para transportes alternativos e pela péssima qualidade do transporte público.
Vale ressaltar a importância de uma infraestrutura de qualidade para a utilização de meios de transporte alternativos (como a bicicleta e o patins, por exemplo). Tais meios de locomoção, sem um espaço reservado e adequado na pista, deixam o indivíduo vulneravél à acidentes, além de desestimularem as pessoas a se locomover dessa forma. Segundo dados da Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo, após a inauguração da ciclovia da Avenida Paulista, o número de ciclistas mais que dobrou, chegando à 2112 pessoas. Portanto, percebe-se a estreita relação entre infraestrutura adequada e adesão de pessoas à transportes alternativos.
Ademais, a péssima qualidade do transporte público também contribui para a atual crise da mobilidade urbana. Devido À extrema lotação e ao grande tempo de espera, a maioria das pessoas almejam um veículo próprio para se livrarem do ônibus, metrô, etc. No entanto, enquanto um ônibus médio transporta 50 indivíduos, o carro transporta, na maioria das vezes, apenas 1. Portanto, se o cenário não for modificado, haverá um colapso no trânsito brasileiro.
Destarte, medidas precisam ser tomadas para reverter essa situação. É necessário que o Ministério de Transportes, em conjunto com as prefeituras municipais, crie um programa de criação de novas ciclovias e ciclofaixas, além de ampliar as já existentes. Tal programa deve ter o fito incentivar mais pessoas à aderirem as transportes alternativos, visando diminuir o número de automóveis nas ruas. Além disso, é vital que o Governo efetue melhorias no transporte público, com o objetivo de atrair mais pessoas à venderem seus automóveis e utilizarem o ônibus, metrô ou trem. Dessa maneira, seria possível reverter a crise e garantir o direito previsto na Constituição à todos.