A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 13/10/2019

O carro é um produto simbolo do capitalismo pós Guerra Fria, e há fatores estimulantes para a compra dele, como o parcelamento e os empréstimos bancários. Atrelado a isso, segundo pesquisas da Fundação Getúlio Vargas, realizadas em 2016, a frota automobilística cresceu 400% em dez anos. Dessa forma, é inegável que a falta de infraestrutura e de investimento em transporte público  acarreta o aumento alarmante na crise da mobilidade urbana.

Em primeira análise, a maioria das cidades brasileiras não foram planejadas, apenas Brasília e Tocantis. Consequentemente, as demais que não se foi feito a planificação não suportam a quantidade de veículos. Assim, tem-se como malefício a quantidade de engarrafamentos em grandes cidades, fator que ajuda na deficiência do fluxo de pessoas pelo município.

Além disso, a falta de investimento no trasporte público é um problema da realidade brasileira, devido ao monopólio de grupos administrativos que operam as companhias de transporte em parcerias publico-privada, que visam apenas o lucro. Em decorrência disso, o serviço prestado a população é precário, sem segurança e com preços abusivos. Destarte, os indivíduos procuram outros meios para se deslocarem.

Logo, com o intuito de mitigar a problemática são necessárias medidas. Para tanto, compete a prefeitura, sede do poder executivo no município, fazer projetos para ruas e avenidas que possuem grande fluxo, destinando parte dos impostos pagos pelos cidadãos para a manutenção dessas áreas, com o objetivo de melhorar a infraestrutura. Soma-se ainda que poderes concedentes e operadores privados melhorem a qualidade do transporte público, por meio da utilização de tecnologia, deste modo as pessoas futuramente pararão de usar carros individuais e a mobilidade urbana não será um problema.