A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 13/10/2019

A mobilidade urbana refere-se às condições de deslocamento da população na cidade, tudo isso pode ser entendido como o direito constitucional de ir e vir. Entretanto, o grande número de habitantes nas cidades gera um quadro caótico no trânsito e a falta de transportes alternativos agravam o cenário. Diante disso, o fluxo urbano merece um olhar mais crítico de enfrentamento.

Em primeira análise, cabe ressaltar que, em seu governo, Juscelino Kubitschek investiu no modelo rodoviário como principal forma de transporte no país. Contudo, a população nas cidades cresceu de tal forma que, hoje, o congestionamento faz parte da vida do brasileiro. Exemplo disso é o rodízio de carros, realizado na cidade de São Paulo, desde 2004, que controla a quantidade de veículos particulares em circulação nas vias principais em horários de pico. Dessa forma, a locomoção apresenta o impasse do trânsito, visto no engarrafamento, e da legislação que impede aqueles que possuem automóvel de usufruírem do bem sempre que precisam.

Ademais, as alternativas a veículos particulares são escassas e inseguras. Entre elas, o ônibus seria uma ótima escolha, mas a falta de manutenção das máquinas gera episódios como a morte de um morador da zona norte do Rio de Janeiro, em janeiro de 2019, ao ser atingido pela roda do ônibus que ia embarcar. Outra opção consiste em bicicletas e patinetes, todavia, estas precisam de regulamentação e faixas exclusivas de segurança aos usuários, fato que não é observado. Desse modo, os civis ficam à mercê de serviços precários e os que buscam variação para alcançar melhor e mais rápido deslocamento, não tem amparo.

Portanto, fica evidente que são necessárias medidas capazes de mitigar esse problema. Para tanto, as Secretarias de Trânsito devem criar novas rotas a serem seguidas pela população, através de aplicativos de GPS do Governo Estadual, a fim de que haja maior escoamento de veículos e melhor fluidez do tráfego. Além disso, os Departamentos de trânsito (Detran) das cidades devem realizar inspeções periódicas em transportes coletivos e, não apenas aplicar multas, mas retirar de circulação os que expõem risco aos passageiros. Ainda é válido às prefeituras criar faixas para veículos de propulsão humana nas cidades para assegurar aqueles que optam por transportes alternativos. Assim, o direito à mobilidade será garantido.