A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 12/10/2019
A mobilidade urbana é a facilidade de deslocamento de pessoas e bens na cidade, a fim de obter atividades econômicas e sociais. No Brasil, essa encontra-se em crise devido a péssima cultura enraizada e a baixa qualidade de serviços e infraestrutura nesse âmbito.
A mobilidade urbana no Brasil é centrada no transporte rodoviário. Essa cultura de locomoção teve início com Juscelino Kubitschek, o qual almejava integrar o Brasil, para ampliar relações comerciais, povoa-lo e atrair empresas internacionais no ramo automobilístico. Ao ongo do tempo, o país mudou essa necessidade para a de um planejamento urbano saudável, fluido e acessível. Entretanto, a cultura problematizada que estipula possuir automóveis pessoais como ter sucesso, a concentração de trabalho longe das periferias e a falta de segurança inviabilizam tais mudanças.
Além disso, a crescente crise na mobilidade urbana brasileira está relacionada com a queda considerável, divulgada pela pesquisa do IBOP, de pessoas favoráveis à construção e ampliação das ciclovias e ciclofaixas. Isso é consequência da baixa qualidade de serviços prestados de ônibus, falta de estrutura dos transportes sobre rodas na cidade e das vias cicláveis. Assim, impedem com que os cidadãos ainda não tenham optado por outras formas de deslocamento que não o automóvel.
Entende-se, portanto, que a baixa qualidade de atendimento, infraestrutura nos transportes públicos, na segurança da cidade e uma cultura que não preza o social são fatores que interferem na crise da mobilidade urbana no Brasil. Para sanar as mesmas é necessário que o Estado promova medidas públicas, com o intuito de incentivar o uso de transportes públicos, com um “cartão cidadão” a qual adiciona pontos, que são trocados por benefícios, a medida que o indivíduo utiliza transportes que favorecem a mobilidade urbana. O Governo Federal precisa investir na segurança pública, por meio da valorização das policias na sociedade, com o intuito de estimular a população no uso de transportes locais. O Ministério da Cultura aliado as mídias devem promover propagandas empáticas com o meio ambiente, com a finalidade de desestimular o uso de automóveis e conscientizar os indivíduos.