A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 23/10/2019

O Brasil é o país que mais sofre com os problemas de mobilidade urbana, justamente por conta do seu histórico de planejamento, baseado no modelo rodoviarista. Ainda mais, essa politica de estado teve origem durante o governo de Juscelino Kubitschek no qual houve o incentivo à indústria automobilística e ao transporte rodoviário. Contudo quando não há um correto planejamento urbano e investimento em alternativas ao uso das rodovias como meio de locomoção, as cidades sofrem com a superpopulação de automóveis, provocando congestionamentos, prejudicando a qualidade de vida da sociedade e causando poluição atmosférica.

Um dos subproduto da crise na mobilidade urbana são os chamados movimento pendulares. Realizados por trabalhadores diariamente, no qual se deslocam de suas cidades dormitórios até outras cidades para trabalharem. Contudo muitos desses funcionários optam por ter um veículo próprio, já que os transportes públicos no Brasil são de má qualidade. Por conta disso gera-se um abundante congestionamento nas rodovias em horários de pico no qual grande parte da população é afetado pela perda de qualidade de vida, com horas de convívio familiar e lazer perdidas nos longos deslocamentos. Também existe o fator ter de atender uma população sedentária, sem tempo para praticar atividades físicas e nutrir hábitos mais saudáveis, gerando assim um problema de saúde pública, a obesidade que causa várias doenças, a exemplo, diabetes e colesterol alto. Um outro fator bastante relevante que pode ser apontado e o aumento da emissão de gás carbônico ocasionada por esses numerosos veículos, que provoca o aquecimento global e chuvas ácidas.

Uma novidade para o melhoramento da mobilidade urbana são as Startups de tecnologia que estão transformando a realidade da locomobilidade nas grandes cidades com a oferta de serviços desde o compartilhamento de veículos até soluções para driblar os congestionamentos. Uma delas é a Yellow, um serviço de aluguel de bicicletas compartilhadas com o auxilo de aplicativos, mas sem necessidade de estações fixas.

Em suma uma opção para o melhoramento da crise na mobilidade urbana seria o incentivo ao uso de meios de transporte alternativos e não poluentes, como as bicicletas, por exemplo, para isso a secretaria de comunicação deverá investir em propagandas a respeito de formas alternativas de locomoção,  problemas ambientais e de saúde pública como o sedentarismo. Mas, para que isso seja possível também, os governos de cada estado precisam investir na construção de ciclofaixas e ciclovias além de melhorias na locomoção dos pedestres, com o planejamento de calçadas que sejam seguras e confortáveis.