A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 12/10/2019

A partir das Revoluções Industriais, houve um aumento significativo da população na área urbana em relação a rural, gerando inúmeros problemas devido a falta de estrutura das cidades para absorver tal contingente de pessoas. Um desses problemas é a mobilidade urbana, um grande desafio do século devido ao grande número de veículos em circulação e a falta de conscientização das pessoas quanto ao seu uso de forma eficaz. Diante disso, fica claro a necessidade de uma solução para tal problemática, corrigindo fatores que agravam e corroboram para o cenário de caos urbano.

A priori, segundo uma reportagem publicada no portal de notícias G1, mais de 58% das cidades brasileiras já enfrentam sérios problemas com o tráfego de veículos em horários de pico, gerando quilômetros de congestionamento. Isso é reflexo da falta de conscientização das pessoas que multas vezes preferem a comodidade de seus veículos a ter que utilizar meios alternativos. Desse modo, fica evidente a necessidade de conscientizar a população da importância da utilização do transporte coletivo, colaborando para diminuição do problema da mobilidade urbana.

Outrossim, a falta e a precariedade do transporte publico é um grande vetor que contribui para esse cenário caótico. Resumo disso, o sociólogo polonês Zygmunt Bauman em uma de suas frases disse: “Vivemos o fim do futuro”. Isso, de tal modo, sintetiza a realidade urbana brasileira, pois em um século de grandes transformações a mobilidade urbana ainda é um problema quase sem solução.

Nesse contexto, fica claro a necessidade de uma solução para essa problemática. Para isso, o Ministério da Educação em conjunto com o das Cidades, devem desenvolver videos para serem exibidos nos canais aberto e nas escolas, onde nesse seja possível explicitar o cenário caótico da mobilidade urbana brasileira e a necessidade do uso de meios alternativos de transporte. Somado a isso, o Governo deve buscar parcerias com a iniciativa privada para melhorar a qualidade do transporte coletivo, com mais linhas de metrô, uso de ônibus elétricos e também a ampliação de corredores para o transporte alternativo como ciclovias. Somente assim haverá uma mudança nesse cenário tão preocupante.