A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 12/10/2019
A Contituição Federal/Cidadã de 1988 garante a todos os indivíduos o direito de ir e vir. Todavia, a crise na mobilidade urbana no Brasil faz com que grande parte da população não desfrute de tal direito na prática, causando sérios problemas no fluxo urbano das grandes cidades. Diante do exposto, cabe avaliar os fatores que contribuem para esse quadro.
convém ressaltar, a princípio, que a mobilidade urbana é fulcral no desenvolvimento das grandes cidades. Nesse sentido, seria racional acreditar que o sistema de transportes no Brasil é eficiente, mas a realidade é justamente o oposto e o resultado disso é claramente visível. Nessa lógica, faz-se mister analisar a pesquisa feita pelo IBOPE que indica que, de 2002 a 2012, a população brasileira cresceu, aproximadamente, 12%, enquanto a frota de veículos 138%.
Ademais, é indubtável que a falta de infraestrutura e a má qualidade dos serviços prestados por empresas de transporte público são responsáveis pela superlotação de veículos particulares, isso implica diretamente no transito. Segundo Paulo Freire, filósofo e escritor brasileiro , “sem educação a sociedade não muda”. Sob esse viés, nota-se que é indispensável reeducação no modo de locomoção nas grandes cidades, haja vista, a necessidade de desafogar o transito.
Portanto, medidas são imprescindíveis para solucionar essa problemática. Dessa forma, as prefeituras dos grandes centros urbanos deve criar vias exclusivas para ônibus, dando melhores condições para o tráfego desses veículos, exigir das empresas ônibus de qualidade para melhor conforto dos passageiros com o fito de aumentar a quantidade de usuários do transporte coletivo e diminuir a quantidade de carros particulares, assim amenizando o congestionamento de trânsito.