A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 16/10/2019

No século XXI, com o alto desenvolvimento tecnológico conjunto com o aumento da população, há uma crescente crise na mobilidade urbana, que atinge as metrópoles do País. Contudo, embora, de acordo com o Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística, IBOPE, a taxa de carros nas ruas tenha sido reduzida em 11% em 2015, ela continua elevada, com cerca de 45%. Por certo, esse alto índice ocorre da falta de planejamento governamental, somada à ausência de infraestrutura necessários para o deslocamento do cidadão.

Primeiramente, é importante ressaltar o impacto que o planejamento urbano tem sobre a mobilidade da população. Após a Guerra Fria, nos países em desenvolvimento, como o Brasil, houve especulação mobiliária nas regiões centrais de suas metrópoles. Por conseguinte, a maior parte da população, pertencente às classes média e baixa, passou a habitar em regiões periféricas e, consequentemente, usar meios de transporte diariamente. Devido a isso, em 2014, segundo o IBOPE, a taxa de carros nas ruas atingiu a marca de 56%.

Nesse contexto, vale ressaltar, também, a influência que a carência de infraestrutura exerce sobre a qualidade da mobilidade urbana no Brasil. O alto preço, somado à baixa qualidade do serviço de transportes públicos oferecido à população tem sido grande empecilho para a locomoção dos cidadãos, visto que, segundo pesquisas do IBOPE, mais de 80% dos entrevistados afirmam que deixam de usar o transporte público pela baixa qualidade nele existente. Além disso, a fata de ciclovias nas ruas se trata, certamente, de um obstáculo à mobilidade urbana, uma vez que, segundo  a Associação de Ciclistas Urbanos da Cidade de São Paulo, cerca de 1% da população do município tem acesso a elas.

Em síntese, a carência de planejamento urbano, somada à falta de infraestrutura são grandes empecilhos para a fluidez do deslocamento urbano no Brasil. Portanto, cabe ao Ministério do Transporte, por meio dos investimentos públicos, melhorar a qualidade dos serviços de transporte oferecidos à população, a fim de incentivar seu uso pela população. Além disso, cabe a ele, por intermédio da criação do projeto “Mais Bicicletas”, aumentar o número de ciclovias nas metrópoles do país, com a finalidade de ampliar seu acesso pelos cidadãos. Assim, espera-se que, por meio do uso de transportes coletivos e bicicleta, diminua o número de carros nas ruas e, consequentemente, melhore as condições de mobilidade nas regiões urbanas do País.