A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 11/10/2019

Na década de 50, Juscelino Kubitschek criou uma política desenvolvimentista que abriu capital internacional em grande escala para a cultura automobilística. Contudo, hodiernamente, tal progresso encontra-se deturpado, uma vez que a população brasileira enfrenta dificuldades em alcançar o êxito nos sistemas de mobilidade nas grandes metrópoles, o que vem estendendo em uma crescente crise. Nesse sentido, torna-se fulcral analisar os principais fatores que contribuem para o impasse.

Mormente, é oportuno destacar a inoperância governamental em garantir uma estrutura de transporte público adequado para a sociedade. Segundo as ideias do filósofo Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil, de modo que as cidades são construídas sem nenhum planejamento prévio e a rede de transportes de péssima qualidade não atinge todos os pontos periféricos, o que favorece para muitas pessoas procurarem meios de transportes particulares, promovendo assim um trânsito caótico em engarrafamentos quilométricos.

Outrossim, é válido pontuar que a crise da mobilidade urbana atinge a questão da saúde dos indivíduos. De acordo com dados do Nacional NTU 2017, cerca de 12% dos brasileiros consideram o transporte público um problema, nesse compasso, um dos principais motivos dessa insatisfação é a insegurança e o tempo gasto nesse âmbito. Visto que, o trabalhador já inicia sua rotina de trabalho de maneira exaustiva, tendo consequências não só em problemas relacionados ao estresse e ansiedade, como também econômica, de forma que tal trajeto pode vir a diminuir o rendimento do empregado, além da ocorrência de atrasos. Logo, faz-se mister a reformulação dessa conjuntura de forma urgente.