A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 11/10/2019
Na década de 1950, durante o mandato presidencial de Juscelino Kubtischek, a indústria automobilística brasileira obteve um grande desenvolvimento, o que barateou seus produtos. Por consequência, houve um surto na compra de carros, o qual tem se intensificado ao longo dos anos, gerando uma terrível crise de mobilidade urbana nos grandes centros. Logo, são necessárias medidas para atenuar o problema, que é causado por fatores infraestruturais e culturais da sociedade.
Em primeiro plano, convém ressaltar a precariedade do sistema público de transporte. Segundo pesquisas do IBOPE, cerca de 8 em cada 10 brasileiros estariam dispostos a utilizar meios alternativos de locomoção (como ônibus, metrôs e trens), caso eles tivessem infraestrutura adequada. Nesse contexto, vê-se que a adequação da rede de transportes poderia ser uma “válvula de escape” à problemática. Assim, é inaceitável que as entidades competentes continuem a permitir o sucateamento desse sistema.
Outrossim, pode-se observar que o comportamento egoísta de parte da sociedade contribui para amplificar o entrave. Na mitologia grega, o mito de narciso conta a história de um homem que, encantado com sua própria beleza, fica vendo seu reflexo na água até que cai e se afoga. De forma análoga, observa-se que muitas pessoas, ao pensar apenas no próprio meio de locomoção, se esquecem de analisar a conjuntura total e acabam, também, por se “afogar” em engarrafamentos kilométricos. Desse modo, percebe-se que é preciso rever, urgentemente, esse modo de agir.
Destarte, analisa-se que existem soluções a ser aplicadas para solucionar as crises da mobilidade urbana. Portanto, é dever do Governo, através, por exemplo, da compra de novos veículos, modernizar os sistemas públicos de transporte, para que o cidadão seja incentivado a utilizá-lo, diminuindo, assim, a quantidade de automóveis nas ruas. Além disso, cabe às secretarias municipais do transporte realizar campanhas midiáticas, por meio de anúncios e propagandas (em horários nobres da televisão, no rádio e em redes sociais), com o intuito de conscientizar a população da necessidade de usar meios alternativos de transporte. Por consequinte, o Brasil estará mais próximo de superar os obstáculos apresentados.