A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 19/10/2019

Na obra “Utopia”, do escritor Thomas More, é retratado uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. Contudo, o caos da mobilidade urbana brasileira é um sinal de que estamos longe desse ideal, uma vez que milhões de pessoas perdem horas na tentativa de deslocamento. Nesse sentido, esse processo é oriundo da falta de investimento e da má gestão de recursos. Sob tal ótica, é fulcral um conjunto de ações para findar tal anomalia.

Precipuamente, é importante resolver os fatores causadores dessa abnormidade. Consoante o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável pelo bem estar da população. De maneira análoga, o proposto por Hobbes é uma verdadeira " Quimera", pois o hodierno cenário brasileiro é de abandono quando o assunto é mobilidade urbana. Uma vez que todo o sistema de transporte não recebe o investimento necessário, causando sua falha e o transtorno diário de milhões de pessoas.

Outrossim, a má gestão aloca boa parte dos recursos no transporte de rodovias ( transporte auxiliar). Dessa forma, depauperado o de ferrovias, aeróbias e aquavias ( transporte de massa), “jogando” milhares de carros nas ruas colapsando todo o sistema.

Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para mitigar tal problemática. Desse modo, cabe ao Executivo nacional, por meio do ministério de infraestrutura aumentar massivamente o investimento no transporte de massa e ciclovias com a participação do capital privado( parceria público-privada) no intuito de reduzir carros nas ruas, aliviando todo o sistema de transporte. Além disso, concerne ao Legislativo por meio de fiscalização, a correta alocação de recursos com o fito de acabar com o mau gerenciamento das finanças do transporte coletivo. Assim, diminuindo horas de pessoas presas no trânsito, podendo utilizá-las em seu lazer e descanso. Destarte, será possível alcançar a " Utopia" de Thomas More.