A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 10/10/2019

Segundo o artigo 5º da constituição brasileira de 1988, todos os cidadãos tem o direito de ir e vir. Todavia, esse cenário não é observado no Brasil atualmente, visto que há problemas de mobilidade urbana - principalmente nas metrópoles onde há maior concentração da população. Nessa perspectiva, é necessário analisar quais fatores contribuem para o aumento de automóveis e a importância de uma estrutura adequada para essa problemática.

Primeiramente, vale salientar que um dos motivos do aumento no número de carros é a péssima qualidade dos transportes públicos. Uma vez que, de acordo com dados do IBGE, 6% dos transportes públicos são de qualidade. Por conseguinte, a população busca adquirir novos veículos para assim terem mais conforto no trajeto. Além disso, o Brasil possuí marcas históricas em virtude de no governo de Juscelino kubitschek ter sido durante a guerra fria, que era o conflito entre capitalismo e socialismo. Logo, o capitalismo buscava se tornar mais forte no Brasil, de maneira que consumir automóveis no país se tornou uma demonstração de nível social. Desse modo, os transportes públicos contribuem para o aumento no numero de veículos e assim o aumento na péssima qualidade da mobilidade urbana.

Em segundo plano, o Brasil não possui estrutura adequada para outros meios de transportes. De tal forma que as avenidas não possuem calçadas largas para os pedestres e ciclovias. Já que, segundo dados do site fronteira, o economista Henrique Peñalosa aumentou as calçadas assim como implementou ciclovias em Bogotá, que atualmente é umas das melhores cidades do mundo com mobilidade urbana adequada. Ademais, no Brasil a falta de acesso a esses meios é muito limitada, de modo que consoante ao IBGE, em São Paulo os trabalhadores demoram cerca de 3 horas para chegarem aos seus destinos. Dessa forma, é necessário que haja uma reforma nas estruturas brasileiras relacionadas a mobilidade.

Portanto, são necessárias medidas concretas para essa problemática que tenham como protagonista o Estado. O Estado deverá trabalhar em conjunto com os governos estaduais, municipais e as empresas com o intuito de melhorar a condição dos transportes públicos para os cidadãos, a fim de que diminua o consumo de automóveis e congestionamento. Outrossim, também é preciso que haja uma reforma na estrutura das avenidas, com a finalidade de aumentar o número de ciclovias e calçadas para os pedestres, para que assim a população tenha outras opções além dos transportes automotivos.