A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 10/10/2019
Promulgada pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde, segurança, transporte e ao bem-estar social. Contudo, a crise na mobilidade urbana brasileira acaba impossibilitando que a população desfrute da melhor maneira esse direito universal na prática. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.
Primeiramente, ocupando a nona posição na economia mundial segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado deste contraste está cada vez mais refletido nas dificuldades de se locomover em grandes capitais ou metrópoles, pelo excessivo fluxo de pessoas e veículos. Deste modo, falta infraestrutura nas cidades para acompanhar este crescimento, que acabam por tornarem o transito mais lento, e por consequência diminuem a qualidade de vida da população.
Desta maneira, segundo dados de entrevistados pelo IBOPE, a principal justificativa para que as pessoas não optem pelos ônibus ou ciclovias, que nesse caso diminuiriam o fluxo de carros, é a baixa qualidade nos serviços oferecidos a população. Assim, ao optarem mais por meios alternativos de mobilidade, as ruas ficariam mais acessíveis e sem muitos congestionamentos, diminuindo também a emissão de gases poluentes pelos carros, elevando a qualidade na saúde das cidades.
Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de politicas que visem a construção de um mundo melhor. Dessa maneira, torna-se necessário medidas governamentais e planejamento estrutural das cidades, para melhorar a mobilidade urbana brasileira. Assim, o governo cotaria empresas de mobilidade urbana para criação de projetos a fim de melhorar o transporte público e as ciclovias nas cidades. Apresentado os melhores projetos, que devem apresentar corredores exclusivos para os ônibus, e extensas faixas de ciclovias, caberia as cidades o inicio das obras e posteriormente o incentivo a população a migrarem do uso excessivo de carros, para meios alternativos de locomoção nas grandes cidades. Dessa forma, o Brasil poderia superar a crise de mobilidade urbana.