A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 11/10/2019
Durante o governo de JK, o Brasil sofreu uma alta industrialização e a indústria automobilística teve grande crescimento, tornando-se até um marco da época. Dessa forma, o Brasil investiu muito em rodovias e tudo que dela faz parte, tornando como o sonho do brasileiro a vontade de comprar um carro para uma melhor locomoção e para afirmar que vive-se em boas condições financeiras. Consequentemente, houve um crescimento gradual dos trasportes individuais que causam maior tráfego e a crescente crise na mobilidade urbana, “atrasando” o brasileiro.
Em primeiro lugar, é preciso entender o que é a mobilidade urbana. Mobilidade urbana é a facilidade de deslocamento das pessoas nas cidades. Quando existe uma alta taxa de veículos individuais, ou seja, cada pessoa com seu carro, o tráfego fica muito intenso. Tal fato costumava acontecer nos horários de pico, mas está se tornando frequente em qualquer hora do dia. Esse tráfego intenso, que torna viagens de cinco minutos, para meia hora, prova a crise na mobilidade urbana que vive-se atualmente. De acordo com dados do IBGE, em 2001 menos de 28% das pessoas gastavam mais de meia hora no deslocamento para o trabalho. Em 2011, já eram mais de 32%. Pode-se imaginar um crescimento notável desses dados até o ano de 2019, o que é preocupante.
Em contraste com a crise da mobilidade urbana e a necessidade da diminuição dessa, ainda há muitas pessoas que não aceitam meios de transporte alternativos, como bicicletas e o próprio transporte público, como o ônibus, capaz de comportar, dependendo do modelo, até oitenta pessoas. De acordo com uma pesquisa feita pelo IBOPE (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística) o percentual de pessoas não favoráveis às ciclovias era de 13% em 2014, mas subiu para 41% em 2015. Fica nítido que as pessoas ainda não perceberam os prejuízos que a crise da mobilidade urbana pode causar. Os automóveis em excesso, além de causar problemas à saúde pública, poluindo a atmosfera com gases nocivos, também contribui para o efeito estufa, com a emissão de dióxido de carbono.
Infere-se portanto que, com o objetivo de aumentar o índice de pessoas favoráveis a meios de transporte alternativos e consequentemente diminuir a crise da mobilidade urbana, o Ministério da Cidadania deve promover campanhas publicitárias nas redes sociais e em praças e parques, divulgando e esclarecendo a importância de usar esses transportes como forma de ajudar tanto o coletivo na sociedade, como o planeta. O Ministério deve também propor ao Poder Legislativo uma lei em que as pessoas sejam motivadas a mudar de meio de transporte, ganhando créditos de passagem, por exemplo, com um cartão especial. Dessa forma, menos veículos individuais circularão nas cidades e a mobilidade urbana será efetiva.