A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 10/10/2019

O governo do Jucelino Kubitschek foi responsável por investir no sistema rodoviário, para que o crescimento industrial acelerasse no Brasil. Nesse contexto, o sistema potencializou e corroborou para a crescente crise da mobilidade urbana, dado que a população das cidades aumentou com o desenvolvimento acelerado das indústrias. Dessa forma, o contingente populacional urbano impacta o cotidiano das pessoas, seja no mau planejamento das cidades, seja no congestionamento dos centros.

Mormente, sabe-se que o avanço exorbitante e não planejado das cidades gera impactos negativos a população. Sob essa ótica, desde o início da industrialização, no governo Vargas, houve o estímulo gradativo do êxodo rural que propiciou o crescimento desordenado dos municípios, que é o fenômeno da macrocefalia urbana. Ademais, esse mau planejamento intensificou a falta de mobilidade, visto que essas localidades não conseguiram comportar toda a população e , assim, gerou locais segregadores dentro da própria cidade, que se apresentam no formato das favelas, já que o aumento da desigualdade social foi fomentado.

Em segundo lugar, desde o Brasil colonial, houve a ocupação do litoral para a criação das cidades, que no século XXI são as metrópoles, como o Rio de Janeiro e São Paulo. Nesse contexto, esses estados são os que mais sofrem com o congestionamento e com a macrocefalia urbana, pois essas capitais não foram planejadas. Acerca disso, o maior problema enfrentado pelos cidadãos é a precarização dos coletivos, pois segundo Karl Marx o capitalismo visa o lucro em detrimento da qualidade do serviço e, por isso, muitos indivíduos preferem ter seu próprio automóvel. Desse modo, a crise da mobilidade urbana é potencializa, porque tem mais veículos no tráfego.

É mister, portanto, que o Estado tome providência para amenizar o problema da mobilidade urbana no Brasil. Logo, cabe aos Governos Estaduais e Municipais, junto com suas Secretarias de Mobilidade e Urbanismo, que invistam, por meio de verbas públicas, na criação de ciclovias para que incentive a utilização de transportes alternativos, como as bicicletas, a fim de que diminua a quantidade de carros e motos em circulação. Somado a isso, é importante que os Municípios invistam partes das verbas para melhorar os coletivos públicos, com a finalidade de atender a demanda da população e, consequentemente, dinamizar o trânsito.