A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 10/10/2019

No ano de 1969, há exatos cinquenta anos, o homem chegava na Lua através da nave Apollo 11, fato que representou grande avanço na tecnologia de mobilidade humana. No entanto, atualmente é notável uma grande e crescente crise no setor urbano dos deslocamentos, sobretudo no Brasil. Nesse sentido, tal quadro se dá pelo fato de haverem muitos veículos em circulação, além da falta de planejamento de partes estruturais das grandes metrópoles. Portanto, é necessário ponderar a respeito desta questão, uma vez que ela vem prejudicado a plenitude da sociedade nacional.

Recentemente, no ano de 2010, dados presentes no site do Senado indicaram que 84,4% dos brasileiros residem no meio urbano. Sabendo disso, e considerando que no passado o Brasil foi um país predominantemente agrário, nos diversos ciclos econômicos de mineração, agricultura e extrativismo, é evidente que houve um crescimento desordenado das cidades. Sobre isso, tal afirmação se fundamenta no fato de que atualmente muitas metrópoles sofrem com a desorganização no trânsito, a qual é oriunda do desordenado processo de crescimento do ambiente civil. Com isso, é notável que as estruturas defasadas de certas porções das urbes nacionais acabam sendo sobrecarregadas por fatores externos, como é o caso do grande número de veículos em circulação.

Nesse aspecto, o volume de carros e similares que trafegam pelas ruas das grandes cidades é um fenômeno causado por diversos fatores, dentre eles a busca por comodidade no deslocamento. Neste sentido, os cidadãos brasileiros têm priorizado a aquisição de veículos individuais, o que culmina em frequentes situações de engarrafamentos, sobretudo nas áreas urbanas centrais. Além disso, outro fator que tem causado o aumento da presença de automóveis nas ruas são as constantes correções nos valores dos ônibus no país. A respeito dessa questão da mobilidade, ocorreram em 2013 as manifestações conhecidas como Jornadas de Junho, que se pautavam em reivindicações contrárias ao acréscimo de 20 centavos na passagens, assim como transporte público insuficiente e sem qualidade.

Em suma, nota-se que a crescente crise na na mobilidade urbana brasileira encontra-se fundamentada pelo excesso de automóveis, aliado à infraestrutura que se formou durante uma expansão urbana desenfreada. Sendo assim, é preciso pensar em propostas que combatam os problemas citados, que prejudicam a sociedade. Nesse sentido, a disponibilidade de um transporte público, na figura dos ônibus, de qualidade e barato, feito com a administração do setor por uma empresa de capital misto, resolveria a questão dos coletivos. Por outro lado, a construção de ciclovias regulares pelas prefeituras poderia ser uma ferramenta para adequar a estrutura das cidades. Dessa forma, essas iniciativas contribuiriam, em conjunto, para o freio do avanço do número de carros.