A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 10/10/2019
Na obra “Utopia” do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea no Brasil, é o oposto, uma vez que a dificuldade para se enfrentar a crescente crise na mobilidade urbana apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de more. Nesse contexto, percebe-se a configuração de uma grave problema de conflitos específicos, um virtude do mal planejamento no trânsito e o aumento excessivo de transportes nas vias.
Precipualmente, é fulcral pontuar que os desafios enfrentados para combater a crise na mobilidade urbana deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso está em deficit no país. Devido à falta de atuação das autoridades e o mal planejamento do trânsito para o futuro - século XXI - , as grandes metrópoles passam por trânsitos caóticos todos os dias, por consequência da crescente facilidade de se comprar um veículo e pela má administração dos horários de entrada e saída dos funcionários nas empresas, o que seria traria um grande impacto positivo para o trânsito. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo, ressaltar o aumento excessivo de veículos nas vias. Dessa maneira, é necessário que haja uma reformulação no transporte públicos que atualmente estão precários, sem segurança, sem manutenção e com uma deslocamento muito extenso. Partindo desse pressuposto, o aumento organizado de ciclovias - para bicicletas e patinetes eletrônicos - nas regiões mais movimentas seria uma forma de se minimizar o problema e por consequência diminuir a poluição atmosférica. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que o expressivo aumento de veículos contribui para a perpetuação desse quadro deletério.
Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário que o Ministério do Transporte, da Infraestrutura, e do Trabalho, em parceria com as empresas e sindicatos, promovam informativos para os trabalhadores por meio de reuniões e palestras nas empresas, de modo a alterar o horário entrada e saída dos funcionários, caso a empresa não disponibilize um transporte próprio, possíveis grupos para se revisarem e virem de corona, com o intuito de se evitar o trânsito conturbado, diminuírem o tempo para seu destino e evitar possíveis problemas de saúde em um futuro próximo. Assim, atenua-se-à, em médio e longo prazo, o impacto da crise na mobilidade urbana, e a coletividade alcançará a Utopia de Thomas More.