A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 11/10/2019
Aumento da emissão de gases poluentes, dificuldade de ir e vir, estresse: entre outros fatores pertinentes à urbanização em nossos dias, a mobilidade urbana figura como um desafio a ser enfrentado pela sociedade de forma mais organizada. Frente a essa realidade, convêm analisarmos as causas, consequências e possível medida para atenuar esse impasse no Brasil.
O deficit na organização urbana brasileira não é uma problemática contemporânea, exemplo disso foi o período pós abolição em que os negros libertos não foram relocados e integrados, sendo obrigados a buscar as periferias. Assim como, no início da industrialização no governo de Vargas observou-se um processo de urbanização desenfreada. Analogamente, nos dias atuais há grande saturação e desorganização das cidades, causando macrocefalia urbana. Sendo assim, inadmissível que perpetuem por tantos anos a cultura de desorganização das cidades.
Convêm lembrar ainda que a urbanização sem administração apresenta graves consequências, como o deficit na mobilidade urbana. Segundo o portal de notícias G1, cresce a quantidade de carros trafegando no país e consequentemente o tempo de paralisação no trânsito. Além disso, aumenta a emissão de gases poluentes e tende ascender os níveis de estresse dos indivíduos, tornando-se um problema não apenas de infraestrutura, mas de saúde em todos os seus aspectos e inaceitável permanecer inerte.
Portanto, o Ministério de Infraestrutura deve realizar projetos de urbanismo para reformar ou construir novas vias, afim de desafogar o trânsito. Bem como, conscientizar a sociedade por meio de palestras sobre a importância do uso de transportes alternativos como ônibus, bicicletas e compartilhados para de reduzir o número de automóveis circulando. Dessa forma, o Brasil poderia superar os desafios da crise na mobilidade urbana.