A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 10/10/2019
O período conhecido como Era Vargas (1930-1945) foi marcado pela demasia no incentivo estatal a industrialização das cidades e, portanto, a vinda da mão de obra imigrante, aliada ao êxodo rural, foi fundamental na urbanização brasileira. No entanto, devido ao despreparo do Poder Público, a absorção desse contingente populacional foi ineficiente, fato esse que reflete-se, majoritáriamente, na precariedade da mobilidade urbana atual. Nesse viés, as mazelas do transito caótico tornam o cenário cada vez pior.
Em primeira análise, pontua-se que a defasagem na gestão do setor de mobilidade é notável, pois a falta de recursos destinados ao transporte público é extrema. Sob essa ótica, o sucateamento de metrôs e ônibus são realidade na vida do cidadão que sofre com os atrasos, falta de linhas e com a demora no trânsito. Desse modo, esse transporte é repudiado por muitos civis que, cada vez mais, investem na aquisição de automóveis. Afinal, de acordo com o site Exame, cerca de 80% dos entrevistados dizem estar dispostos à abdicar do transporte privado pelo público, caso fosse de qualidade. Nesse contexto, há iminencia de colapso na mobilidade do país.
Além disso, conforme o pensamento de Durkheim, a sociedade é como um organismo vivo, onde a integração de todas as esferas nacionais são essenciais no progresso. Análogo a isso, insere-se o setor de transportes, pois a associação de outros meios de mobilidade como ciclovias, é importante no equilíbrio das vias. Porém, investimentos em infraestrutura são ínfimos e a falta de alternativa permite que o cidadão persista no uso dos carros. Assim, o transito caótico e poluído subsiste em um ciclo vicioso.
Portanto, é necessário que a União, por meio da captação de impostos, destine maiores recursos financeiros ao Ministério da Infraestrutura que vai investir na manutenção de todo o transporte público das metrópoles do país. Posto isso, novas linhas de mêtro e onibus serão dispostas, no fito de desafogar as existentes. Ademais, parte do capital será direcionado para a construção de ciclovias nessas cidades e, só assim, a mobilidade urbana, integrada por várias opções, será como um organismo sadio de Durkheim.