A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 10/10/2019

Já na década de 50, o governo havia priorizado o carro como o meio de transporte do brasileiro, construindo estradas e estimulando as montadoras internacionais a se fixarem no país. Contrariando aquilo que se pensava no passado, o grande número de carros tem se mostrado um problema para os cidadãos dos grandes centros urbanos.

Não raras são as histórias de pessoas que perdem horas paradas no trânsito todos os dias, isso se deve ao grande número de carros, principalmente aqueles com apenas 1 ou 2 ocupantes. Conforto e segurança são os principais motivos para os automóveis se perpetuarem como “top of mind” quando se trata de locomoção. Além disso, a extensão da malha viária inegavelmente a torna mais atrativa quando comparada às limitadas linhas do transporte público urbano. Quando todos esses pontos positivos são somados com as facilidades que bancos e financeiras liberam para a compra de autos nós acabamos entrando em um caos no sistema de transporte.

Primordialmente nós devemos reconhecer que, na atual conjuntura econômica, o ônibus, devido ao seu baixo custo de implementação/expansão, é o sistema mais viável para as nossas cidades. Grande parte das pessoas não usam o transporte público por esse não suprir suas expectativas, ou seja, se fossem ouvidas e aplicadas as demandas da população grande parte da mesma usaria o ônibus e liberaria espaço nas ruas para aqueles que realmente não conseguem ser atendidos pelas opções coletivas de locomoção.

Com a finalidade de frear essa crescente crise na mobilidade urbana brasileira as prefeituras, por meio de suas secretarias de trânsito, devem criar um pedágio de valor equivalente a duas passagens de ônibus para os veículos privados que adentrem a região central da cidade, o valor arrecadado deve ser utilizado integralmente para melhoria nas linhas de ônibus com base nas demandas da população.