A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 10/10/2019

Segundo o escritor irlandês Bernard Shaw, " Ninguém é melhor por ter nascido em determinado país ou família", não se aplica ao Brasil, pois problemas relacionados à mobilidade urbana em várias áreas do país vem causando grandes transtornos a essa parcela da população que vivem nessas áreas. Dessa forma, cabe analisar as causas e consequências que acarretaram na crise da mobilidade urbana no Brasil.

Em primeira análise, o problema na mobilidade urbana no Brasil remete desde sua formação, pois, mesmo com o Período Imperial já instalado, não existiu a criação de algum planejamento urbano efetivo, pelo contrário, houve a estimulação do desenvolvimento que se deu desordenadamente. Paralelo a tal situação, atualmente, a falta de mobilidade urbana ainda configura-se como um problema, devido ao desenvolvimento acelerado das cidades, crescimento exponencial da população urbana e de sua frota de veículos particulares, o problema foi sendo postergado, apenas remediado, indo contra o pensamento de George Santayana em que " aqueles que não conseguem lembrar do passado estão condenados a repeti-lo".

Em segunda análise, as consequências dos fatores citados anteriormente se dá de forma clara ao observar os grandes congestionamentos, filas quilométricas de veículos e longos períodos de locomoção. Além disso, a péssima qualidade no serviço público de transporte, insegurança e até risco de assédio sexual, faz com que a população opte pelo transporte privado. Nesse interim, há também os problemas físicos, mentais e sociais que a falta de mobilidade urbana causam como, por exemplo, aumento do estresse e doenças associadas, poluição tanto gasosa quanto sonora, são fatores que devem ser considerados, uma vez que cuidar da saúde de sua população é dever do Estado.

Portanto, se faz necessário medidas que revertam tal situação, pois a qualidade de vida de milhões de pessoas dependem disto. Dessa maneria, cabe ao Governo junto ao Ministério de Infraestruturas, criarem planos urbanísticos e arquitetônicos, visando diminuir os impactos da falta de planejamento dos anos anteriores, desafogando vias e minimizando o caos. Ademais, o Estado deve, por meio do dinheiro arrecadado pelos impostos, investir em transportes públicos de qualidade e que sejam mais ecológicos, pois agradaria tanto à população quanto ao meio ambiente, associado a isso, diminuir a facilidade de conseguir veículo próprio, aumentando os impostos e cobrando pedágios, pois tais ações associados a um serviço público de qualidade, fariam com que mais pessoas aderissem aos meios públicos de transporte, diminuindo, assim, em grande parte, os problemas de mobilidade urbana no Brasil.