A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 19/10/2019

Com o advento da Terceira Revolução Industrial foram inventados os automóveis para a facilitar a locomoção de pessoas no perímetro urbano. Entretanto, hodiernamente no Brasil, a mobilidade urbana enfrenta dificuldades de modo que o uso de veículos ao invés de facilitar, dificulta o deslocamento de indivíduos. Nesse sentido, é fato que essas dificuldades são geradas, principalmente, pela ineficiência do Estado e por consequência disso, contribui para inúmeros problemas sociais e ambientais.

Primeiramente, cabe ressaltar a falta de ações governamentais para resolver o impasse. Segundo Thomas Hobbes, filosofo inglês, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, porém, não é isso que acontece no Brasil. Nesse sentido, a precariedade dos transportes públicos juntamente com a péssima estrutura cidade que favorece apenas o uso de carros próprios corrobora para o problema dificultando a locomoção urbana dos cidadãos.

Por conseguinte, devido aos fatos supracitados, as pessoas tendem a comprar veículos de uso particular para se beneficiarem dá estrutura da cidade que favorece os carros, a “carrocracia”. O sociólogo polonês Zygmunt Bauman, em sua obra “Modernidade líquida”, afirma que o ser humano está cada vez mais individualizado, e só pensa em si mesmo. Dessa forma, as pessoas compram veículos particulares para se favorecerem. No entanto, só contribuem para o engarrafamento, aumento de acidentes e para a poluição sonora e ambiental.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para superar o impasse. Urge que o Governo federal, por meio de parceria com empresas privadas de construção, destine verbas para construção de ciclovias. Essas ciclovias devem ser bem estruturadas e seguras para os ciclistas. Ademais, a mídia com seu importante papel social deve ajudar na divulgação e incentivar as pessoas a usarem as ciclovias. A fim de reduzir o uso de carros, facilitando a locomoção e consequentemente diminuindo a poluição.