A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 10/10/2019

Em 1880, na segunda revolução industrial, surgiu o motor a combustão que deu inicio a um meio de transporte revolucionário: o carro. Na contemporaneidade, graças ao seu conforto e uso prático,o carro é o tipo de transporte mais utilizado em grandes cidades por todo o mundo. No entanto, países como o Brasil, que tiveram uma urbanização rápida e mal planejada, típica de países em desenvolvimento, sofrem com o excesso de veículos em suas grandes cidades, que se acumulam devido a concentração de  empresas em centros urbanos. Desse modo, faz-se necessário uma discussão sobre a crescente crise na mobilidade urbana brasileira.

Inicialmente, é necessário ressaltar que segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística(IBOPE), mais de 90% dos usuários automobilísticos, deixariam de usar o carro diariamente caso houvesse um transporte público de qualidade. Nesse sentido, percebe-se que a precária qualidade de transportes em massa, como o ônibus, induz os cidadãos a terem o seu próprio automóvel, de certo, corroborando com o excesso de veículos em grandes cidades. Assim, a precária qualidade de transportes públicos tem como resultado o excesso de automóveis.

Por conseguinte, segundo o filósofo Thomas Hobbers, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população. Nesse viés, no contexto brasileiro, a concentração de empresas em centros urbanos surgiu com o êxodo rural no século XIX, por isso, com a concentração de capital e emprego em um único local, tem como resultado a migração pendular, uma enorme quantidade de pessoas que saem das periferias até os centros urbanos indo trabalhar, oque acaba causando um trafego caótico, prejudicando assim o bem estar e a qualidade de vida dos cidadãos.

Fica evidente, portanto, que a concentração de empresas em centros urbanos e a precariedade de transportes coletivos corroboram com a problemática. Desse modo, é necessário que o Estado, por meio de isenções fiscais, incentive empresas a criarem filiais distantes dos centros urbanos, para que não tenha a necessidade de muitas pessoas irem para uma mesma cidade. Outrossim, o Tribunal de Contas da União deve direcionar capital para o Ministério dos Transportes, que juntamente com Ministério da Infraestrutura, deve investir este capital em transportes públicos de qualidade e eficientes, oque irá amenizar a quantidade de carros no contexto urbano. Somente assim, a crise na mobilidade urbana brasileira, será aos poucos desmantelada.