A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 09/10/2019

Desde o surgimento da indústria automobilística no Governo de JK, possuir um carro se tornou sinônimo de status social. Hodiernamente, é fato que isso continua a se impregnar no Brasil e vem suscitando um aumento excessivo de pessoas que estão adquirindo veículos próprios e que estão transformando as ruas numa grave crise de mobilidade urbana, com acidentes e engarrafamentos. Para isso, convém analisar as problemáticas e a possível solução desse quadro alarmante.

Primeiramente, o estimulo constante de indústrias automobilísticas para que cidadãos comprem seus produtos está se tornando um grave problema. Basta ver que diariamente aparecem propagandas de empresas como a Fiat incentivando o consumismo na população dizendo que o carro “vai aumentar a agilidade do dia dos indivíduos”, o que fomenta a procura por esses transportes próprios e que acaba aumento o caos nas ruas, com congestionamentos imensos, motoristas impacientes com a demora do trânsito e que acaba causando acidentes nas ruas, invadindo até mesmo ciclovias por conta da pressa, similar à fala Linguista Noam Chomsky, que diz o Estado não é agente moral, as pessoas são. Logo, evidenciam-se os graves problemas que esse crescimento exorbitante de veículos pode trazer.       Ademais, a negligência governamental impulsiona a problemática. Segundo Mikhail Bakunin, político russo, o Estado é a negação da humanidade. Assim, é nítido um governo que se mostra essencialmente ausente em seus deveres deixando a população à mercê de transportes públicos em estado precário e que, muitas vezes, os ônibus estão com assentos danificados, passagens altamente caras que não mantém a proporção com estrutura em que são fornecidos, não incentiva os cidadãos a utilizarem automóveis de baixo impacto ambiental e, no mais, dificilmente se encontram ciclovias nas rodovias. Nisso, mostra-se como essa despreocupação das autoridades faz com que mais cidadãos prefiram veículos exclusivos.

Dessarte, é mister que o Governo Estadual e as empresas de transporte público elaborem projetos para melhorar a qualidade dos serviços prestados a população, por meio de reformas nos assentos dos ônibus que estejam danificados, aumento da quantidade de veículos públicos nas cidades para reduzir o tumulto de pessoas em um único transporte e criar mais ciclovias para que cidadãos vejam o uso de bicicletas e patins não mais como algo só para se divertir no final de semana, mas para usar diariamente. Além do mais, é fulcral que a Seara midiática incentive o uso de transporte de baixo impacto ambiental no decorrer do dia, com propagandas em rádios e tevês, falando que o uso de veículos como bicicleta ajuda a reduzir os congestionamentos no trânsito, faz bem para saúde e traz benefícios ao meio ambiente. Dessa forma, ter-se-á um país mais sustentável a todos.