A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 09/10/2019

Na obra ‘‘Utopia’’, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a crise na mobilidade urbana apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da falta de investimento do governo, quanto da alienação social. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Em princípio, é fulcral pontuar que a crise na mobilidade das cidades deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne á criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população. Entretanto, não é isso que ocorre no Brasil, devido a falta de investimentos das autoridades no transportes público que, atualmente, encontra-se em uma situação precária onde a superlotação, falta de climatização e tarifas altas, faz com que o indivíduo opte por se locomover com veículo particular ao invés do transporte coletivo. Dessa forma, o número de automóveis continuam aumentando nas rodovias  e consequentemente o trânsito também.

Ademais, é imperativo ressaltar a alienação social como promotora do problema. Partindo desse pressuposto é possível analisar que a população brasileira se encontra em um estado de alienação social, ou seja, não possui consciência de que também faz parte da sociedade e de seus processos. Desse modo, as pessoas acabam aceitando essa situação de descaso em relação aos transporte coletivo e não cobrando do governo os seus direitos. Sendo assim, a problemática persiste por falta de ação do governo e do povo.

É evidente, portanto, que medidas são necessárias para que haja o funcionamento pleno da sociedade. Logo, o Tribunal de Contas da União deve direcionar capital que, por intermédio das prefeituras, será revertido em investimentos em transportes públicos, para que a população não precise usar veículo particular para conseguir ter uma viagem com dignidade, o que por consequência diminuirá os números de automóveis na rua e fará com que a mobilidade urbana flua de forma eficiente. Outrossim, o Ministério da Educação deve promover palestras em colégios, ministradas por profissionais da educação que debatam com os alunos a necessidade de instruir-se e de ter consciência de seu dever como cidadão, para que assim consigam desfrutar de seus direitos e alcançar uma sociedade melhor.