A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 10/10/2019

No livro 1808, Laurentino Gomes, fala um pouco a respeito da diferença entre como portugueses e espanhóis construíam suas cidades, ou seja, enquanto o colonizador português simplesmente limpavam o terreno e faziam suas casas, os espanhóis organizavam suas Urbes em forma de cruz, com ruas largas e paralelas. Diante disso, nota-se que a questão do caos no transporte urbano do Brasil é algo de berço, e tem se tornado uma crise mais crescente a medida que permanece em muitas cidades, a cultura da falta de planejamento, e a ineficiência dos transportes públicos. Desse modo, medidas são necessárias para acabar com esse problema.

Primeiramente, é preciso deixar claro que o Brasil possui um Plano Nacional de Mobilidade Urbana, que tem como objetivo melhorar a locomoção das pessoas nas cidades, porém muitas vezes esse plano não é colocado em prática por conta da falta de planejamento, ao passo que, de acordo com o Ministério das Cidades - um número relevante de capitais não possui plano de mobilidade - a exemplo do Rio de Janeiro e Goiânia. No entanto, sabe-se que mudanças relevantes só podem acontecer com uma organização consistente, para que os investimentos e a execução sejam eficientes de forma  a não perder de vista os anseios locais.

Além disso, a ineficiência do transporte público também é um grande problema, uma vez que devido a superlotação, tempo de espera e  a falta de segurança desses serviços, carros individuais se tornam a garantia do direito de ir e vir das pessoas. Por conseguinte, nota-se, segundo o Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN), um crescente  números de carros no país, o qual possui 1 veículo a cada 4 habitantes. De certo, se continuar dessa forma, o trânsito, principalmente mas grandes cidades, pode simplesmente entrar em colapso, de maneira a prejudicar a vida e os direitos do cidadão.

É necessário, portanto, a adoção de medidas que visem a melhora das condições de mobilidade urbana no Brasil. Então, cabe ao Ministério das Cidades colocar em prática o Plano nacional de Mobilidade Urbana, por meio da criação de comissões estaduais e municipais que realizem o  rápido e eficiente planejamento do trânsito das cidades, e ainda aumentar os investimentos nessas obras públicas, com intuito de suprir as demandas locais. Além disso, cabe aos Ministérios das Cidades e do Transporte aumentarem a eficiência do transporte público, por intermédio de investimentos em transportes de massa, como trens, metrôs, e ônibus, de modo a estabelecer parcerias com a iniciativa privadas para aumentar investimentos, com objetivo de fazer a pessoas optem pelo serviço público em detrimento de automóveis particulares, de maneira a diminuir a frota de carros em circulação.