A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 09/10/2019
O cenário brasileiro, a partir de 1930, passou por significativas transformações estruturais, sociais e econômicas. Nesse contexto, pode-se pontuar o início do processo de industrialização de base, promovida pelo presidente Getúlio Vargas, que promoveu um rápido processo de êxodo rural da região nordeste para a sudeste. Logo, essa migração ocorreu com ausência de planejamento acerca da mobilidade e da moradia, que culminou com a segregação da maior parte da população para áreas distantes do local de trabalho, em detrimento de um pequeno grupo seleto para regiões centrais. Dessa maneira, a grave e ascendente crise de mobilidade urbana surge, como resposta à má distribuição populacional e a ineficiente ação do Estado em promover transportes saudáveis e sustentáveis. Primeiramente, ratifica-se a precária distribuição habitacional, uma vez que, existem ainda fatores repulsivos de cunho econômico envolvidos nesse processo, principalmente, em cidades de médio e grante porte, como São Paulo e demais capitais. Associada a essa conjuntura, encontra-se as facilidades de mercado - redução de impostos e aumento do número de parcelas - para adquirir carros particulares e deficit nos transportes coletivos. Estes podem ser evidenciadas por reduzidas linhas de acesso, inadequação na manutenção dos veículos, bem como alto valor econômico. Assim, a soma dessas condições promovem a crescente crise na capacidade de ir e vir do cidadão brasileiro.
Por conseguinte, é imprescindível inferir que a inação efetiva dos órgãos públicos para diminuir esse problema, reverbera negativamente na qualidade de vida de todos. Visto que, a elevada prevalência de veículos individuais culminam com longos e frequentes congestionamentos, que restringe diretamente o tempo disponível dos indivíduos. Além disso, essa crise favorece danos ao meio ambiente, tais como a emissão de poluentes tóxicos e agravamento do efeito estufa, que refletem na saúde da sociedade.
Fica claro, portanto, a necessidade de minimizar esse expressivo entrave. Para isso, a Secretaria de Planejamento Urbano, deve investir na implantação de transportes sobre trilhas, como o trem bala nas megacidades e o habitual nas demais, para agilizar o trânsito de pessoas de maneira sustentável. Em adição, o Governo Estadual deve oferecer incentivos fiscais para custear parcialmente a compra e troca de frotas de ônibus, para ampliar as linhas em áreas periféricas e garantir a qualidade na prestação de serviços, no intuito de ampliar o público alvo e descongestionar o grave trânsito. Assim, pode-se reverter parcialmente essa crescente dificuldade, com práticas ecologicamente mais viáveis.