A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 09/10/2019
Com a construção de Brasília as rodovias passaram a ser desenvolvidas intensamente como forma de integrar a região. Nessa perspectiva, esse plano governamental derivou numa mobilidade urbana fragilizada, marcada pelos constantes engarrafamentos nos centros urbanos. Logo, constata-se a inércia da situação, seja pelo descaso estatal, seja pelo individualismo dos cidadãos.
É indubitável que o destaque dado para as rodovias acresce a problemática. Segundo Thomas Hobbes, é dever do estado garantir o bem-estar da população. Nesse contexto, a inexistência de projetos para ampliar a disponibilidade de outros modais de locomoção, como a construção de ciclovias e faixas preferencias para ônibus, contradiz a Teoria Hobbesiana. Dessa forma, a mobilidade segue sendo prejudicada pela predominância dos carros como principal transporte.
Ademais, o individualismo dos brasileiros atenta contra a resolução do caso. Nesse sentido, o carro serve como uma forma de manter a privacidade do condutor, fator não existente nos meios de transporte coletivo, como o ônibus, o que destaca a falta de empatia da sociedade brasileira. Dessa maneira, dados indicados pelo IBOPE, ao destacar que: “quase metade dos entrevistados utilizam o carro para locomoção”, aponta para a necessidade de mudar esse fato como forma de prevenir a emissão de gases poluentes.
Fica evidente, portanto, que é imprescindível o Ministério da Infraestrutura destinar verbas voltadas para a construção de ciclovias e faixas de ônibus nas principais áreas de congestionamento, a fim de desenvolver novos modos de transporte para os cidadãos desfrutarem de uma melhor mobilidade urbana. Sendo relevante, ainda, as prefeituras, em conjunto com as emissoras televisivas, criarem campanhas de sustentabilidade voltadas para a redução do uso de veículos, através de cartazes e anúncios televisivos, em busca de despertar consciência acerca da existência de outros modais de transporte a não ser o carro.