A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 09/10/2019
O incentivo ao consumismo desenfreado resulta no aumento constante do número de carros, gerando diversos problemas na sociedade. Isso, aliado à falta de investimentos efetivos na rede de transporte público vêm se tornando um problema para todos os brasileiros que vivem em grandes cidades. Nesse contexto, não há dúvidas de que a crescente crise na mobilidade é um desafio no Brasil, sendo fundamental a análise das principais consequências de tal postura negligente para a sociedade. A princípio, é fundamental pontuar que a crescente crise na mobilidade urbana, deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que previnam tal problemática. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, o transporte público não atende a demanda da população gerando um transtorno diário para a maioria dos brasileiros que usam do serviço de transporte público. Desse modo, fas mister a reformulação dessa postural estatal de forma urgente. Ademais, é imperativo ressaltar que o atual modelo de mobilidade urbana não favorece formas alternativas de locomoção, de acordo com a revista exame, pesquisas do IBOPE mostram que 83% dos entrevistados usariam meios de transporte alternativos no lugar de carros se houvesse uma estrutura favorável. Partindo desse pressuposto, a falta de um modelo de mobilidade que contemple pedestres, ciclistas e um transporte público confortável e eficiente, contribui para a perpetuação desse quadro deletério. Assim, medidas viáveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Destarte com o intuito de mitigar essa crescente crise, necessita-se, urgentemente, que o tribunal de contas da união direcione capital, por intermédio do ministério do transporte, para ser revertida em obras de expansão de calçadas, construção de ciclovias e criação de faixas exclusivas de ônibus, através parcerias com construtoras. Para assim, meios de transportes alternativos se tornem mais atrativos à população urbana e a posse de um carro não seja mais a opção mais atrativa.