A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 09/10/2019

Com o aumento do número de veículos de transporte, justamente pela facilidade de se adquirir um, e a falta de planejamento e infraestrutura das vias trafegáveis brasileiras, a mobilidade urbana têm se tornando cada vez mais complicada para os cidadãos, independentemente dos veículos a que eles conduzem.

Nas grandes cidades por exemplo, o fluxo de automóveis chega a ser alto de tal modo, que pequenos trechos que levariam até dez minutos para serem completados, podem levar horas para isso. Além desse fator, motoristas dividem espaço com ciclistas e até mesmo pedestres, aumentando o risco de acidentes.

A falta de planejamento também foi responsável pela situação atual das vias dos país, como construção de casas em torno de rodovias e estradas, o que impede sua ampliação. Para que se tenha uma ideia, o Anel Rodoviário abriga cerca de 2.100 famílias entre a Cristiano Machado e a Olhos D’Água.

Juntamente com tais fatores, o número de aquisições de veículos pelos cidadãos aumentou drasticamente. Segundo informações do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), o Brasil tem 1 carro a cada 4 habitantes, são 45,4 milhões de veículos de inúmeros tipos.

Portanto, com a esta crise de mobilidade no país, o governo deve incentivar novas formas de se transportar pela cidades, numa ação conjunta com a mídia, incentivando o uso de bicicletas, evidenciando seus benefícios, buscando diminuir os impostos sobre tais produtos e investindo em ciclovias de forma estratégica para que não haja congestionamentos no futuro. Concomitante a estes projetos, o Ministério do Transporte deveria ajustar os preços para que se tornasse rentável deixar o automóvel próprio buscar o transporte público, tudo isto de formar organizada e segura.