A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 09/10/2019

Em “Fim dos Tempos”, filme do diretor M. Night Shyamalan, a notícia de que uma ameaça desconhecida poderia afetar a vida na Terra se espalha e centenas de pessoas abandonam suas casas, de tal modo que, estradas e rodovias se tornam um verdadeiro caos, impossibilitando o deslocamento daqueles desesperados por segurança. Fora da ficção, tal situação, infelizmente, já se tornou comum aos olhos dos brasileiros, visto que a crescente crise da mobilidade urbana se mantém devido ao elevado número de transportes públicos desconfortáveis e inseguros e a falta de informação sobre os danos causados por ela.

Mormente, é fulcral pontuar que o grande número de transportes coletivos danificados e inseguros são um fator para a crise da mobilidade urbana. Acerca disso, diversas reportagens do Portal G1 já mostraram como em cidades como Belo Horizonte e Contagem, inúmeros ônibus sequer tem cobrador, deixando o motorista com duas funções, o que é bastante perigoso. Ademais, janela quebradas e a falta de espaços reservados para cadeirante, obesos e grávidas são problemas recorrentes, e não somente na região metropolitana de BH, mas em todo o país. Nesse sentido, não é estranho que a população opte por se locomover somente em carros particulares, visto que esses garantem mais segurança e bem-estar para os indivíduos.

Outrossim, é imperativo ressaltar a falta de informação como fomentadora da problemática. O filósofo Immanuel Kant, já no início do século dezenove acreditava que a falta de disciplina e instrução em certos homens fazia com que esses se tornassem maus mestres de seus educandos. Analogamente, gerações inteiras já nasceram acostumadas com o caos da mobilidade urbana e não foram instruídos sobre o qual maléfico ele é, já que o enorme fluxo de veículos que transitam diariamente nas metrópoles, em sua grande maioria, não são ecologicamente corretos e promovem doenças e o agravamento do aquecimento global. Desse modo, deve-se priorizar uma educação que promova a reflexão sobre o assunto desde a mais tenra idade e crie nos jovens o anseio por melhores transportes sustentáveis.

Portanto, medidas concretas devem ser tomadas para amenizar o problema. O Ministério da Educação, por meio de verbas governamentais, deve elaborar curtas relacionados à mobilidade urbana juntamente com diretores de renome. Tais curtas devem se focar em temas como a importância de transportes sustentáveis ao meio-ambiente e para a locomoção e a necessidade de preservação dos mesmos. É necessário que sejam exibidos nas escolas, desde o ensino fundamental, visando uma população mais prudente e consciente sobre uma melhor mobilidade urbana.