A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 15/10/2019

Segundo o sociólogo Émile Durkheim, a sociedade pode ser comparada a um ´´corpo biológico´´, onde a estabilidade é devida ao equilíbrio das partes que o compõem. Com base nessa conceituação, pode -se inferir que tal equilíbrio é rompido quando se observa a crescente crise da mobilidade urbana. Desse modo, nota-se um explícito cenário em que a realidade é diretamente afetada pelo despreparo do Poder Público com a falta de projetos sociais como também pela lenta mudança de mentalidade do indivíduo. Nesse sentido, convém analisar as principais consequências dessa problemática no Brasil.

É importante salientar que , nos últimos anos, houve um aumento expressivo do número de veículos no território brasileiro, uma vez que a dificuldade de transporte público alternativos e a baixa qualidade dos serviços públicos torna-se reflexo do alto contingenciamento nas metrópoles que por falta de estrutura, hoje infelizmente é um problema. De acordo com o site G1, somente no ano passado houve um aumento de 23% no número de transportes coletivos nos centros urbanos, mas o sucateamento das estradas os poucos projetos de aprimoramento estrutural e a falta de campanhas de conscientização do indivíduo frente da questão sustentabilidade configura-se como obstáculos que somente a longo prazo podem ser atenuados. Conquanto, é indubitável que o despreparo governamental em formular políticas públicas de qualidade para a população fato esse que infelizmente interfere no desenvolvimento do país e aumenta a problemática para as futuras gerações.

Ademais, vale destacar a mentalidade atrasada do indivíduo, que mesmo diante das poucas ações governamentais de conscientização dificultam o engajamento para as mudanças no setor estrutural onde o problema e de maior preocupação, tendo em vista que diretamente a saúde do cidadão é afetada com aumento de CO2, liberado pelos veículos , além do acelerado processo de poluição do ambiente fato preocupante que corrobora o pensamento individualista na sociedade. Assim, é evidente que a falta de coletividade da população está relacionado com á crise da mobilidade urbana que sem preocupação social se torna um problema negligenciado e que pode interferi no futuro do país.

Torna-se claro, portanto, que para a sociedade brasileira ser articulada a um ´´corpo biológico´´, é necessário que o Poder Público crise programas de investimento para manutenção e qualificação do setor estrutural com programas de aumento do transporte coletivo e veículos alternativos, que poluem menos e oferecem maior flexibilidade do deslocamento do indivíduo, além de reparar os danos das estradas, a fim de maior segurança. Outrossim, seria importante se a mídia estimulasse campanhas de conscientização a aderir o transporte público para mudar a mentalidade do indivíduo e futuramente influenciar a consciência das gerações futuras.