A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 08/10/2019

Ao analisar a história do Brasil, é possível perceber que no governo de Juscelino Kubitschek, houve um alto investimento na construção de rodovias e associado aos incentivos fiscais que atraiu algumas indústrias automobilísticas as país, incentivaram a compra de veículos para uso individual.Como consequência, as cidades começaram a apresentar problemas no que tange a degradação ambiental e o congestionamento, decorrido do acúmulo excessivo de automóveis nas vias. Isso mostra que medidas são necessárias para resolver o empasse.

Em primeiro lugar, o aumento da frota causa impactos negativos na mobilidade urbana. De acordo com a pesquisa realizada pela revista ‘‘Veja’’, em 2001 a 2002, a frota brasileira passou de 24 milhões para 50 milhões de veículos e esse número mais que dobrou nos últimos anos. Diante desse exposto, é comum verificar o congestionamento nas principais cidades, como São Paulo e Rio de Janeiro, e isso é o principal fator da causa de problemas de saúde, como o stress e a ansiedade decorrido da demora no tempo do trajeto. Logo, o Estado precisa tomar medidas para que o uso de veículos particulares possam ser reduzido.

Ademais, o aumento no nível de dióxido de carbono, gás expelido pelos escapamentos dos carros e motos, por ser prejudicial a saúde, degradam de forma silenciosa o meio ambiente. Para o co-fundador da fundação Greenpeace, Paul Atson, ‘‘a inteligência é a habilidade das espécies viver em harmonia com o meio ambiente’’. De maneira análoga, o autor da frase evidência que a racionalidade do ser humano contribui para a persistência do problema. Percebe-se, assim, que o uso de transportes alternativos, como o metro e bicicletas, poderiam ser usados para reverter a situação.

Fica evidente, portanto, que medidas são necessárias para resolver o empasse. Para isso, urge ao Estado garantir a efetividade do Artigo 3º da Constituição Federal de 1988, e por meio da redução do valor das passagens de ônibus e metro, e melhoria desses modais de transporte, possa assegurar um direito fundamental de mobilidade. Somente assim, aliado a consciência coletiva em utilizar a bicicleta como forma de se locomover, pode-se cessar a crise da locomobilidade no perímetro urbano.