A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 08/10/2019
No ano de 1961, o governo de Juscelino Kubischek revolucionou o Brasil com a entrada de grandes industrias automobilísticas- como volkswagem, Ford, Fiat, etc.- que proporcionaram o desenvolvimento da locomoção pelas ruas brasileiras. Entretanto, quando se observa a crise na mobilidade urbana brasileira devido à falta de políticas públicas que incentivem um transporte alternativo e ao grande aumento do número de veículos, verifica-se que o ideal automobilístico de “1961’’ está se mostrando um retrocesso e a problemática persiste na sociedade brasileira.
Em primeira análise, é importante ressaltar que a ausência de transportes alternativos eficientes agravam o crescente fluxo no transito do país. Desse modo, segundo dados do IBOPE, mais de 57% da população sendo favorável à construção de ciclovias e 90% apoiarem a ampliação das faixas de ônibus, porém muitos trocam essas opções por um carros, pois a falta de políticas públicas que melhorem e ampliam estes transportes torna inviável o seu uso em grande escala, já que ônibus e até metros estão sempre lotados e com péssima infraestrutura.
Por conseguinte, essa falta de transportes alternativos tem como consequência um enorme fluxo de carros nas ruas causando congestionamentos e engarrafamentos, visto que dados da pesquisa realizada pelo IBOPE afirma que 85% das pessoa que utilizam automóveis como transporte trocariam, casso houvesse qualidade e sustentabilidade nestes, por transportes públicos- como ônibus, ciclovias, metros, etc.- diminuindo o crescente número de veículos que circulam nas ruas.
Portanto, diante dos argumentos supracitados, é dever do Ministério Público e dos governadores do administrativo investir na construção de mais ciclovias e faixas exclusivas de ônibus, assim como a compra de novos ônibus e a contratação de motoristas qualificados, para que atendem o transporte da população. Além disso, é importante a elaboração de campanhas de conscientização que expliquem como é fundamental, tanto para saúde e quanto para o meio ambiente, substituir o automóvel pela ciclismo, além de também auxiliar no combate a crise na mobilidade urbana, para que assim se possa voltar a progredir como em “1961”.