A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 08/10/2019
A capital do Brasil inaugurada em 1960, é um exemplo de construção planejada. Em tese, ela não teria os problemas comuns às outras metrópoles erguidas sem planejamento. Porém, ao contrário do que previa o projeto do arquiteto Lúcio Costa, a crescente crise da mobilidade urbana afetou até cidades como Brasília. diante disso, é preciso que haja melhora no Sistema Público de Transporte para reduzir o número de veículos nas ruas e minimizar os efeitos dessa crise.
Em primeiro lugar, é importante evidenciar a baixa qualidade no transporte público no Brasil. Esse aspecto é potencializado com atrasos e a insegurança dos passageiros. Para fugir do problema, a população opta transitar em veículo próprio que enche as ruas e avenidas levando caos ao trânsito. Maior exemplo disso é do paulistano que perde em média 3 horas por dia, segundo a Revista Exame. Esse transtorno se avoluma a cada dia.
Outrossim, a posse do automóvel no país está associada ao conceito de ascensão social. Desse modo, a conjugação entre o carro, como objeto de desejo, e má qualidade do transporte público encontra o cenário propício para a condição do “Fato Social” como definiu o sociólogo Èmile Durkheim, ou seja, a cultura dominante influencia a maneira de pensar, agir e sentir na vida do indivíduo. Assim sendo, ele acredita que está sendo livre para escolher a melhor forma de deslocamento, entretanto, está optando entre duas coisas ruins: O transporte público precário e o trânsito caótico.
Infere-se, portanto, que a mobilidade urbana é um grande problema no Brasil. Logo, é preciso que o Ministério das Cidades cuja atribuição contempla o transporte coletivo, deverá disciplinar regras, por meio de leis, para minorar a crise. Para isso, terá que redimensionar a rede, fixar a regularidade de horários e lotação máxima por veículo, além de garantir a segurança dos passageiros. Aliás, deverá fazer companhas para a população evitar usar o carro todos os dias, para desafogar o trânsito. Com essas medidas, engarrafamentos que param as cidades, serão reduzidos.