A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 08/10/2019

Nas cenas de ação da trilogia “Velozes e Furiosos”, apresenta carros em alta velocidade correndo pelas estradas muitas vezes vazias nas cidades estadunidense. Entretanto, se essa trilogia fosse gravada contexto brasileiro, em que demonstra crises crescente na mobilidade urbana, os personagens estariam parados nos engarrafamentos. Isto posto, um dos fatores para a falta de deslocamento nas estradas brasileiras é a falta de estrutura para o ciclismo nas vias urbanas e o precário interesse pelo governo para resolver essa conjuntura.

Em primeira instância, é importante frisar que a falta de estrutura das ciclovias no Brasil está diretamente associada a crise da mobilidade urbana. Acerca disso, é pertinente tomar como norte a reportagem feita pela revista “Exame”, em que mostra o percentual de pessoas favoráveis a construção das ciclovias de 87% em 2014, para 59% em 2015. De maneira análoga, entendendo a máxima da reportagem, nota-se que essa diminuição é resultante de uma baixa infraestrutura para as ciclovias concedidas pelo governo, o que induz a população a escolher o uso do automóvel, visto que é direito do cidadão defender seus interesses, como cita Jürgen Habermas em ação comunicativa.

Em segundo plano, vale destacar a falta de iniciativa do governo para amenizar esse problema. Sobre isso, é de senso comum - ou deveria - que os transportes públicos no Brasil apresentam precariedade, de acordo com o jornal “Correio”, as obras em campinas do sistema BRT (Bus Rapid Transit) estavam previstas para o incio em 2014 e pela falta de recursos distribuídos pelo governo, foi adiado para 2015. Paralelamente, esse atraso vai de encontro a negação dos direitos do cidadão defendido por John Locke em que o estado deve garantir o direito de ir e vir de todos. Por fim, é substancial a alteração dessa conjuntura que vai de encontro a negação dos direitos da população.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para a dissolução do quadro atual. Para conscientizar a população e executar sistemas que garanta o direito de cidadão, urge que o Executivo e o Ministério da Educação (MEC), por meios de verbas governamentais e campanhas na mídia, apresentar de maneira eficiente para a população o aumento na infraestrutura das estradas como usar recursos financeiros e empresas de engenharia especializada para acrescentar ciclovias que garantam o direito de ir e vir da parcela da população que opta pelo transporte utilizando o ciclismo, sugerindo ao espectador a aderir o uso das ciclovias e melhorando a visão pessimista dos cidadãos sobre o governo não demonstrar ações para resolver as questões de deslocamento urbano.