A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 08/10/2019

Em 1956, Juscelino Kubitschek, com o seu “plano de metas”, incentivou a entrada de multinacionais no país, o que ocasionou um aumento significativo no âmbito automobilístico. Desde então, o elevado número de veículos sobre rodas vêm se tornando um impasse nas questões sociais e ambientais, uma vez que há pouco planejamento governamental no assunto. Assim, tendo em vista que carros e ônibus são de suma importância na mobilidade urbana brasileira, cabe analisar com maior amplitude esse problema atual.

Precipuamente, destaca-se que, apesar da Constituição Cidadã garantir o direito de ir e vir de todo brasileiro, a utilização de automóveis públicos, como ônibus e metros, é dificultada por dois grandes fatores: a precarização dos veículos e a falta de segurança dentro deles.  Para comprovar esse negligenciamento do Estado, as “Jornadas de Junho” foi um movimento de jovens que visavam a melhoria dos veículos públicos, como a manutenção dos cintos de segurança e uma maior disponibilidade de vigias, em 2013. E, sabido que muitos estudantes e trabalhadores necessitam desse meio de locomoção, compreende-se a importância de transportes públicos de qualidade.

Por conseguinte, esse vultoso crescimento afeta tanto os moradores quanto o meio ambiente. Por ser evidente as péssimas condições estruturais dos meios de locomoções públicos e coletivos, as pessoas optam por conduzir seu próprio carro. Com isso, há um expressivo aumento nas taxas de emissão de dióxido de carbono (CO2), sendo esse um dos gases causadores do grave aquecimento global. Ademais, esse excesso de veículos nas rodovias submete à população o contato diário com o estresse, causado pelos frequentes congestionamentos nas metrópoles. E, tendo em vista que essa condição mental propicia o surgimento de doenças, como diabetes e úlceras, é necessário reajustes ao que se refere ao sistema de locomoção no Brasil do século XXI.

Diante dos fatos supracitados, portanto, visa-se a melhoria urgente desse imbróglio. Cabe ao Ministério da Infraestrutura, em associação à Controladoria Geral da União, a maior disponibilização de recursos financeiros investidos nos transportes públicos, assim, as pessoas passarão a utilizar ônibus com maior frequência, pois estarão seguros e reformados, e contribuirão para a diminuição do números de carros nas avenidas. Além disso, o Ministério do Meio Ambiente também deve agir, junto às emissoras televisivas -pois atingem um grande contingente de pessoas-, promovendo campanhas que incentivem o uso dos veículos coletivos, com o intuito de amenizar tanto as emissões de CO2 na atmosfera como o nocivo estresse da população. Essas medidas, somente, serão suficientes para reverter a crescente crise na mobilidade urbana no Brasil.