A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 24/10/2019

A mobilidade urbana deve, de forma indiscutível, obter a capacidade de deslocar grupos de pessoas em um perímetro urbano. Diante disso, vê-se que na sociedade hodierna, os pilares de acesso à igualdade e aos direitos fundamentais dos indivíduos não são garantidos, como proposto pela constituição de 1988, visto que a questão da ordenação e do desenvolvimento das funções sociais da cidade e a garantia do bem-estar apresentam falhas mediante ao aumento significativo das tarifas, superlotação dos transportes, veículos sem manutenção e estradas esburacadas. Ademais, os cidadãos insatisfeitos com os serviços oferecidos, optam por um veículo próprio, assim, cada vez mais a problemática da mobilidade.

A princípio, devido a falta de organização quanto a infraestrutura e distribuição de recursos focado na mobilização urbana, no Brasil, transtornos para locomoção nos centros urbanos está presente na realidade, em virtude de o país ter sofrido um processo de urbanização impulsionado pela industrialização, a fim de favorecer o êxodo rural. Em tal caso, devido aos aglomerados populacionais, a necessidade de obtenção de modais de transporte surgiu, mas com péssimas condições e sem projetos de infraestrutura, prejudicando a ordem dos pontos centrais. Não obstante, a superlotação das frotas favorece o crescente índice de acidentes, colocando em risco a segurança dos indivíduos.

Por conseguinte, o Brasil é uma das principais economias do mundo, porém há indicadores sociais que o aproximam de países miseráveis, em razão de o desenvolvimento econômico contradizer a ideia de igualdade social, dado que o acesso a modais de transportes de qualidade abrange a uma pequena parcela da população com melhores condições financeiras. Segundo o geógrafo Milton Santos, a globalização se apresenta como fábula por invisibilizar acontecimentos da sociedade, pois a desigualdade social é perversa. Outrossim, parte das pessoas com menores condições financeiras têm acesso restrito às áreas urbanas em relação a população rica que tem uma maior possibilidade de obter um veículo próprio, problema que a grande quantidade de automóveis impede que o trânsito flua de modo desejado, transportando um menor número de pessoas em um tempo mais longo.

Logo, é notório que medidas devam ser tomadas mediante a essa problemática que assola a sociedade brasileira. Portento, é necessário que o Governo em parceria com empresas privadas dos estados e municípios, promova reformulações nas rotas dos transportes públicos e disponibilize verbas para manutenção e a compra de veículos, essa ação deve ser feita por meio profissionais qualificados, visando o bem estar dos indivíduos, para que não haja caós nos grandes centros urbanos e o direito de ir e vir com segurança, como proposto pela Constituição, seja garantido.