A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 19/10/2019

Durante o governo de Jucelino Kubitchek -JK- na segunda metade do século XX, houve um grande investimento no transporte rodoviário. Em detrimento a isso, o Brasil tem enfrentado constante crise na mobilidade urbana, advinda da falta de investimento em outros modais de transporte. Nesse âmbito, convém analisar acerca da causa e consequência de tal problemática hodiernamente.

Em primeiro plano, é válido conceber como a falta de investimento em outros modais corroboram para o impasse. Desse modo, o diminuto tamanho de malha metroviária nos centros urbanos, faz com que o estímulo pela a aquisição de veículos se acentue, uma vez que, a escassez de linhas causam a precariedade e grande lotação dos trens . A exemplo disso, segundo dados do G1 a venda de veículos cresce cerca de 14,6% a cada ano.

Outrossim, conforme proposto pelo físico Isaac Newton, toda ação gera uma reação. Nesse sentido, análogo ao pensamento do estudioso, a potencialização na aquisição de automóveis no cenário hodierno contribui para a maior emissão de dióxido de carbono -gás estufa- na atmosfera, com isso, têm-se a colaboração para o aquecimento global -acentuação do efeito estufa. Decorrente ao pressuposto, há uma elevação da temperatura média global e do derretimento das geleiras, desencadeando em graves problemas ambientais como o aumento do nível dos oceanos.

Dessarte, é mister que o Estado tome providências para mudar o quadro atual. Para que a crise na mobilidade urbana se amenize, urge que o Governo Federal, por meio de verbas governamentais invistam em outros modais de transporte como o metroviário para que os cidadãos brasileiros tenham um maior conforto nos trens e a aquisição de automóveis não será necessária. Desse modo, a política de investimento rodoviário incentivada no governo JK se distanciará do cenário brasileiro, tendo assim uma mobilidade digna.