A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 24/10/2019
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de problemas. No entanto, o que se observa na realidade do Brasil é o oposto do que o autor prega, uma vez que a mobilidade urbana apresenta uma crescente crise. Esse cenário de transtorno é fruto da diminuta malha metroviária do país, bem como da falta de investimento em vias de locomoção. Diante disso torna-se fundamental a discussão da questão.
Precipuamente, é fulcral pontuar que a diminuta malha metroviária é devida a baixa atuação dos setores governamentais, e contribui para o colapso da locomobilidade. Segundo Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre. Devido à falta de investimento em transportes como metrôs a população acabar por optar pela utilização de veículos pessoais, o que ocasiona no adensamento do trânsito.
Ademais, é imperativo ressaltar a falta de investimento em vias adequadas de locomoção, como outro fator do crescente problema. De acordo com o dramaturgo George Bernard Shaw, “é impossível progredir sem mudança”. Partindo desse pressuposto, a visão do Estado de não investir em rodovias ocasiona a presença de veículos pesados nos grandes centros, e dificulta a fluidez do trânsito nas cidades brasileiras, mas também contraria o fim de Shaw. Logo é preciso reverter essa visão.
Em suma, fazem-se necessárias ações que impeçam o crescimento ainda maior da crise da locomobilidade. Para que isso ocorra, o Ministério da Infraestrutura pode investir na melhoria e ampliação dos sistemas metroviárias, por meio de verbas federais, com o objetivo de expandir as opções de locomoção da população, garantindo assim a fluidez urbana. Além disso, o Ministério das Cidades deve dedicar-se a construir mais vias adjacentes aos grandes centros, por intermédio de recursos da união, a fim de proporcionar estradas suficientes para a circulação de veículos pesados, e consequentemente também garantir a resolução da crise.