A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 08/10/2019

Durante o governo de Juscelino Kubitschek, em meados do século XX, foi criado no Brasil um plano de metas, o qual tinha como principal objetivo desenvolver as rodovias brasileiras. Por consequência, essa forma de transporte se tornou a mais utilizada no país. Entretanto, grandes problemas de mobilidade urbana foram desencadeados devido à enorme circulação de veículos pesados e à ineficácia dos transportes públicos.

Em primeiro plano, veículos pesados são utilizados diariamente como meio de fornecer produtos às cidades. Em virtude disso, as rodovias ficam constantemente engarrafadas, visto que caminhões trafegam em menor velocidade e ocupam muito espaço nas vias. Desse modo, o trânsito nessas regiões de grande fluxo comercial se torna pouco dinâmico, o que gera problemas tanto para os motoristas que apenas precisam se locomover, quanto para os motoristas que abastecem a cidade.

Além disso, a falta de transportes coletivos eficientes e de baixo custo auxiliam para que cada individuo tenha seu próprio meio de locomoção. Segundo dados da Confederação Nacional das Indústrias, um a cada quatro habitantes utiliza ônibus e metrôs diariamente. Contudo, os altos preços das passagens e a superlotação desses meios são fatores que os tornam pouco atrativos. Por isso, aqueles que possuem meios individuais de deslocamento, utilizam carros e motos como forma de fugir dos problemas existentes nos vagões públicos, o que fomenta o problema de mobilidade urbana e gera um aumento no número de veículos transitantes.

Faz-se necessário, portanto, que o Ministério da Infraestrutura aplique mais investimentos no desenvolvimento dos transportes públicos, por meio da criação de ônibus e metrôs maiores e mais confortáveis, com o auxilio de pesquisadores da área de transporte, a fim de atrair mais pessoas a usarem essas formas de deslocamento. Deve também promover novas maneiras de transportar mercadorias, investindo nos canais hidroviários e ferroviários, com o objetivo de diminuir o fluxo de caminhões  freteiros nas rodovias e ampliar as formas de comercialização no Brasil.