A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 07/10/2019

O governo do Jucelino Kubitschek foi responsável por aderir o sistema rodoviário, para que o crescimento industrial acelerasse no Brasil. Nesse contexto, com o passar das décadas, a industrialização foi potencializada nos governos seguintes, corroborando para a crescente crise da mobilidade urbana, na sociedade vigente. Dessa forma, o óbice impacta diretamente à vida das pessoas, seja no mau planejamento das cidades, seja no congestionamento dos centros urbanos.

Mormente, sabe-se que o avanço exorbitante e não planejados das cidades gera impactos negativos na população. Sob essa ótica, desde o início da industrialização, no governo Vargas, houve o aumento gradativo do êxodo rural que propiciou o crescimento desordenado das cidades, que é o fenômeno da macrocefalia urbana. Ademais, esse mau planejamento intensificou a falta de mobilidade, visto que as cidades não conseguem comportar um determinado contingente populacional e isso acarretará no aumento da desigualdade, que se configura em espaços segregadores da cidade: a favela.

Em segundo lugar, desde o Brasil colonial houve a ocupação do litoral para a criação das cidades, que no século XXI são as metrópoles, como o Rio de Janeiro e São Paulo. Nesse contexto, esses estados são os que mais sofrem com o congestionamento e com a macrocefalia urbana, pois essas capitais não foram planejadas. Acerca disso, a quantidade de veículos em circulação aumentou 1,2%, em relação a 2017, segundo a Sindipeças, destarte, pode-se concluir que a infraestrutura precária dos ônibus corrobora para as pessoas buscarem seus próprios meios de locomoção. Desse modo, a crise da mobilidade urbana é potencializa.

É mister, portanto, que o Estado tome providência para amenizar o problema da mobilidade urbana no Brasil. Logo, cabe aos Governos Estaduais e Municipais, junto com suas Secretarias de Mobilidade e Urbanismo, que invistam, por meio de verbas públicas, em um projeto que incentive a utilização de transportes alternativos, além de criar ciclovias, a fim de que diminua a quantidade de carros e motos em circulação. Somado a isso, é importante que os Municípios invistam partes das verbas para melhorar os coletivos públicos, com a finalidade de atender a demanda da população e, consequentemente, dinamizar o trânsito.