A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 11/10/2019
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito a Eixo Social (saúde, educação, transporte e segurança) e ao bem-estar social. Contrariando esses direitos, a mobilidade urbana no Brasil é precária e para alguns nem é dado acessibilidade. Tal problemática ocorre devido, entre outros fatores, a falta de infraestrutura nos transportes públicos e o intenso fluxo de carros nas ruas.
Em primeiro lugar, há hoje um número exorbitante de veículos nas ruas das grandes metrópoles no Brasil. Desde as primeiras Revoluções Industriais e com o êxodo rural, o número de pessoas nas cidades aumentou, e assim, houve uma maior demanda por carros e isso vem crescendo até hoje. Todavia, esse número de carros nas ruas ultrapassa o suportável, logo, afim de amenizar, em São Paulo foi criado o rodízio de carros que, sozinho, diminuiu mas não solucionou o problema . Dessa forma, essa problemática causa um caos urbano.
Outrossim, também é válido ressaltar os problemas presentes no sistema de transporte público brasileiro. Pesquisas feitas pelo IBOPE apontam que a taxa de lotação de ônibus aumentou de 36% para 59%, de 2014 para 2015. Isso mostra o grande déficit na disponibilização de transportes públicos suficientes, e isso ocorre na maior parte do país. Sendo assim, muitas pessoas optam a se locomover de carro, e assim, aumenta-se ainda mais os engarrafamentos.
Interfere-se, portanto, que a mobilidade mobilidade no Brasil vem sendo um grande desafio. Por conseguinte, cabe ao governo federal, a favor do povo, investir na criação e ampliação dos transportes públicos, afim de sanar o problema da má infraestrutura presente, para que assim seja disponibilizado um transporte digno de todo cidadão. E em conjunto, a conscientização do povo em relação a diminuição do uso do carro para, não só acabar com os engarrafamentos, mas também preservarmos o planeta.